Somente no ano passado foram quase seis mil vítimas na cidade, número bem maior que em 2017, que teve 4934 queixas registradas
Em menos de 24 horas, nove celulares foram roubados em diferentes regiões da cidade, um problema crônico que parece não ter solução. O número de roubos e furtos de celulares vem crescendo exponencialmente, com 5.947 casos registrados no ano passado, contra 4.934 em 2017 – um aumento de quase 20%.
A Onda de Crimes
Entre domingo e segunda-feira, cinco mulheres e quatro homens foram vítimas de assaltos, ocorridos entre 5h da manhã e 22h30. Os criminosos utilizaram armas de fogo e facas para ameaçar as vítimas nas ruas. Locais como a Praça do Canhão, no Jardim Paulista, popular entre moradores para caminhadas e exercícios físicos, se tornaram pontos preferenciais para os assaltantes.
Depoimento de uma Vítima
Marcia Regina de Souza, cuidadora de idosos e vítima de um desses roubos, relatou a experiência: “Ele estava armado, então eu entreguei o celular. Sou a segunda pessoa da mesma casa a ser assaltada pelo mesmo ladrão; ele aborda as pessoas com a moto e exige o celular”.
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Receptação e Prevenção
Deva Iraves Fonseca, especialista em segurança, aponta a receptação de celulares roubados como um fator crucial para o crescimento dos crimes. “O celular se tornou uma extensão do nosso corpo, e a existência de receptadores impulsiona ainda mais os furtos. As pessoas são atraídas pelos valores atrativos dos aparelhos.” A recomendação é que a população fique mais atenta, pois a distração, mesmo que por poucos segundos, cria oportunidades para os criminosos. A prevenção pessoal é fundamental no dia a dia. A Polícia Militar reforça a importância do registro de boletim de ocorrência para direcionar o patrulhamento.
A recorrência desses crimes exige uma ação conjunta entre autoridades e cidadãos para combater a criminalidade e garantir a segurança da população.



