MPF em Ribeirão Preto entra com ação para que exames também identifiquem imunodeficiências
Uma ação movida pelo Ministério Público Federal em Ribeirão Preto busca ampliar a abrangência do Teste do Pezinho, tornando-o mais específico para diagnosticar Imunodeficiências Combinadas Severas (SCID) na rede pública de saúde da região. A iniciativa visa identificar recém-nascidos com a condição ainda no primeiro mês de vida.
O Impacto do Diagnóstico Precoce
O diagnóstico precoce proporcionado por um Teste do Pezinho mais abrangente pode reduzir drasticamente os riscos de mortalidade e sequelas irreversíveis em bebês com SCID. O MPF solicita, em caráter liminar, que a União e o Estado de São Paulo incluam o exame no Programa Nacional de Triagem Neonatal em até 30 dias. Segundo o procurador responsável pela ação, as chances de cura são quase absolutas quando a enfermidade é tratada antes dos três meses de vida, tornando o diagnóstico precoce crucial.
A Imunodeficiência Combinada Severa (SCID)
A SCID compreende um grupo de doenças genéticas que afetam o sistema imunológico. Bebês com SCID frequentemente apresentam retardo no crescimento, desnutrição e infecções graves e recorrentes nos primeiros meses de vida, causando danos a órgãos como pulmões e fígado. A iniciativa do MPF foi motivada por especialistas em saúde neonatal, que alertaram para a importância da triagem neonatal para essa condição.
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Benefícios Além da Saúde
Além dos benefícios diretos para a saúde dos recém-nascidos, a triagem mais criteriosa também pode reduzir custos com terapias e internações prolongadas no Sistema Único de Saúde (SUS). A pediatra Maria Cristina Bárbaro, que atua na rede municipal de saúde em Ribeirão Preto, ressalta que a ampliação do número de doenças investigadas no Teste do Pezinho aumenta as chances de tratamento oportuno e prevenção de sequelas.
A medida representa um avanço significativo no cuidado com a saúde infantil, oferecendo a bebês com SCID a oportunidade de um tratamento precoce e uma vida mais saudável.



