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Novo caso de feminicídio em Ribeirão Preto expõe escalada da violência contra mulheres

Novo caso de feminicídio em Ribeirão Preto expõe escalada da violência contra mulheres
Feminicídio Ribeirão Preto
Novo caso de feminicídio em Ribeirão Preto expõe escalada da violência contra mulheres

Novo caso de feminicídio em Ribeirão Preto expõe escalada da violência contra mulheres

Ribeirão Preto registra mais um caso de feminicídio, engrossando as tristes estatísticas de violência contra a mulher. O crime, que chocou a comunidade, reacende o debate sobre a necessidade de medidas mais eficazes para proteger as vítimas e punir os agressores.

Detalhes do Crime e a Brutalidade

Daniela Messias Trindade Ferreira, de 42 anos, foi brutalmente esfaqueada na frente do filho de 6 anos durante uma discussão com o marido. A delegada Patrícia Mariani Budo expressou a sua consternação com a violência do crime, revelando que o filho mais novo da vítima tentou impedir o pai de continuar as agressões. A violência só cessou quando o filho mais velho, de 18 anos, interveio. O agressor, Carlos Henrique Fermino Lopes, de 37 anos, foi preso em flagrante e responderá por feminicídio.

A Violência Silenciosa e a Falta de Denúncias

Amigos e familiares relataram que Daniela sofria violência doméstica há algum tempo, mas nunca denunciou. A amiga de Daniela, Eduardo Neves, confirmou que a vítima sofria agressões em silêncio. Apesar de amigos e familiares perceberem sinais de violência física, como manchas roxas e cortes, não havia boletim de ocorrência nem pedido de medida protetiva. A delegada Patrícia Budo destacou o aumento assustador dos casos de violência contra a mulher, mesmo com tantas leis de proteção.

O Crescimento da Violência e a Necessidade de Políticas Públicas

Além do caso de Daniela, outros crimes violentos contra mulheres foram registrados recentemente na região. Márcia Pieri, coordenadora do programa Mãos Estendidas, ressalta a falta de políticas públicas eficazes para garantir a segurança das vítimas. Ela enfatiza a necessidade de envolvimento da sociedade e de mais recursos para a Patrulha Maria da Penha, que não consegue atender a todas as demandas. A amiga de Daniela questiona a demora na punição dos agressores e a fragilidade das leis.

A polícia orienta que as vítimas estejam atentas aos primeiros sinais de violência doméstica, como distanciamento, indiferença e ofensas verbais, e que busquem as redes de apoio e denunciem os agressores. A conscientização e a denúncia são passos cruciais para combater a violência contra a mulher e garantir a segurança de todas.

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