Fernando Nobre comenta sobre o procedimento, que além de ser ‘não invasivo’, é feito de forma rápida; ouça ‘CBN Saúde’
Demência: Diagnóstico Precoce com Ressonância Magnética
Um novo estudo revelou um avanço significativo na detecção precoce da demência. Pesquisadores conseguiram prever o início da doença com 80% de precisão até nove anos antes do diagnóstico clínico, utilizando um exame de ressonância magnética funcional em estado de repouso. Esse método não invasivo identifica alterações na rede neural do cérebro, que ocorrem antes mesmo do aparecimento dos sintomas.
Como o Exame Funciona?
O exame consegue detectar mudanças sutis na conectividade cerebral, permitindo identificar padrões associados ao desenvolvimento da demência. O estudo utilizou dados de um grande banco de dados biomédicos do Reino Unido, analisando informações de mais de 100 indivíduos com demência e 1030 participantes sem a doença. As regiões cerebrais analisadas são comumente afetadas na doença de Alzheimer, possibilitando uma avaliação mais precisa do risco.
Avanços e Limitações
Esse avanço é crucial porque permite a intervenção precoce com medicamentos modificadores da doença, como aqueles que atuam na proteína beta amilóide, recentemente disponibilizados. Apesar dos resultados promissores, o estudo apresenta algumas limitações. Os participantes eram predominantemente brancos e mais saudáveis do que a população em geral, o que pode influenciar a generalização dos resultados. Ainda assim, a técnica de ressonância magnética utilizada pode se tornar parte de uma estratégia de diagnóstico mais abrangente para a demência.
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A detecção precoce da demência representa um passo importante no combate a essa doença que afeta cada vez mais pessoas. A possibilidade de intervenção antes do aparecimento dos sintomas oferece esperança para o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.