Documento mostra que impacto da circulação dos ônibus afetou a estrutura da igreja
Um novo estudo encomendado pela Catedral Metropolitana de São Sebastião lança luz sobre os riscos que a modernização das estações de ônibus no entorno do templo tombado pode representar para sua estrutura. O parecer técnico, produzido por uma empresa especializada, surge em meio a um impasse que já dura quase dois anos, envolvendo a prefeitura e órgãos de defesa do patrimônio.
O Alerta sobre os Danos Potenciais
O secretário executivo do Ferp, fórum das entidades de Ribeirão, Cantí e de Maganine, expressou preocupação com a possibilidade de agravamento dos danos à Catedral em um período de até quatro meses. Segundo o laudo preliminar, a fundação da igreja, composta por pedras de cantaria, não é adequada para suportar o tráfego intenso dos arredores, que recebe cerca de 220 ônibus por hora. Essa movimentação constante estaria causando vibrações na estrutura, colocando em risco elementos como vitrais e o teto.
Impasse e Suspensão das Obras
Após liberar as obras previstas no contrato de concessão do transporte público, o Condefa (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado) suspendeu os trabalhos no mês passado. A decisão foi motivada pela apresentação de um novo documento por parte da igreja, que contestava um laudo anterior da prefeitura que descartava os riscos das vibrações. A professora de arte Luisa Ribeiro, frequentadora da Catedral há nove anos, afirma que as rachaduras, supostamente resultantes do tráfego, são visíveis.
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A Fundação em Risco
O laudo preliminar aponta que a fundação da igreja, construída com pedras de cantaria, um modelo da época, não é capaz de suportar o tráfego intenso dos arredores. “Antigamente, lá no início do século, as pedras eram montadas e formava uma estrutura rígida. Então, esse é o motivo, porque esse tráfego intenso movimenta toda a estrutura, toda essa fundação”, diz o laudo. As obras de modernização, orçadas inicialmente em R$ 1.200.000, estavam previstas para serem concluídas neste mês, mas foram paralisadas devido ao impasse.
Uma segunda fase do estudo analisará as vibrações na estrutura da igreja. O relatório posteriormente será levado ao Com de Fa Réger, cna para CBN Ribeirão. O futuro da modernização das estações de ônibus e a preservação da Catedral Metropolitana de São Sebastião permanecem incertos.



