Desabastecimento atingiu os 38 pontos espalhados por Ribeirão Preto
A campanha de vacinação contra a gripe H1N1 em Ribeirão Preto enfrenta um período de incerteza devido ao desabastecimento dos 38 pontos de vacinação na cidade. A falta de informações concretas sobre a chegada de novas doses por parte do governo estadual e do Ministério da Saúde preocupa as autoridades locais.
Impacto da Falta de Doses e Possível Prorrogação
Maíra Fernanda de Oliveira, responsável pelo programa de imunização da cidade, expressou a preocupação com a situação. A ausência de um cronograma claro para o envio de novas doses pode levar à prorrogação da campanha de vacinação. “Se essas doses não chegarem em tempo, nós precisamos aguardar a comunicação oficial da Secretaria Estadual de Saúde, mas muito provavelmente essa vacinação vai ser prorrogada”, afirmou Maíra.
Cobertura Vacinal Atual e Expectativas
Até o momento, a campanha de vacinação de 2016 em Ribeirão Preto conseguiu imunizar pouco mais de 125 mil pessoas, abrangendo os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como crianças de seis meses a cinco anos, mulheres no pós-parto (até 45 dias), gestantes, idosos, profissionais de saúde e pacientes com doenças crônicas. Maíra Fernanda de Oliveira espera que a meta de vacinação seja alcançada ou até mesmo ultrapassada com a possível prorrogação da campanha, visando atingir uma cobertura de pelo menos 80% da população-alvo.
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Justificativa para a Falta de Vacinas e Resposta da Secretaria Estadual
De acordo com Maíra Fernanda de Oliveira, o repasse de vacinas em lotes separados e semanais é uma prática padrão da Secretaria de Saúde do Estado. A alta procura pela vacina em 2016, impulsionada pela antecipação dos casos de influenza, sobrecarregou o sistema e causou a escassez. Em resposta, a Secretaria de Saúde do Estado afirmou ter enviado aos municípios paulistas todas as doses de vacina contra a gripe disponibilizadas até o momento pelo Ministério da Saúde, incluindo quase 380 mil doses para a região de Ribeirão Preto, o que representa 105% do público-alvo. Novas remessas dependem atrásra do Ministério da Saúde.
A situação em Ribeirão Preto reflete um desafio logístico e de comunicação entre as esferas governamentais, com a expectativa de que a situação seja normalizada em breve para garantir a continuidade da campanha de vacinação.



