Tecnologia vem da Alemanha e deve promover melhoras para os pacientes, como menor uso de remédios e até mesmo menos mortes
Um aneurisma, comparado a uma bolha em uma artéria, pode ser desencadeado por fatores genéticos ou de risco, como o tabagismo. Sua localização na cabeça aumenta significativamente o risco de derrame ou hemorragia.
Diagnóstico silencioso e descobertas casuais
Em muitos casos, o aneurisma é assintomático. Maria Auxiliadora Montana e Mara Regina Montanher, por exemplo, descobriram seus aneurismas acidentalmente. Maria, após uma tomografia para investigar dor de cabeça causada por um incidente, e Mara, durante exames para outra condição. Ambas residem em Ribeirão Preto e fazem parte de um grupo de 140 pacientes que participarão de um estudo.
Tratamento inovador de origem alemã
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto utiliza uma nova técnica alemã para o tratamento de aneurismas. Trata-se de uma malha de níquel, titânio e platina com revestimento hidrofílico, que facilita a passagem do sangue e reduz a trombose. O cirurgião Daniel Abdu destaca a principal vantagem: a diminuição da necessidade de medicamentos no pós-operatório, reduzindo o risco de complicações como sangramentos.
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Menos medicamentos, mais qualidade de vida
A redução da medicação, segundo o médico, permite uma vida mais próxima do normal para os pacientes. O estudo, que acompanha 140 pacientes por um ano, avaliará a eficácia dessa malha alemã (cada unidade custa cerca de R$ 150 mil), que já é utilizada na Europa. A pesquisa, realizada pelo Departamento de Radiologia Intervencionista do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, visa comprovar as vantagens dessa tecnologia inovadora, tanto para aneurismas descobertos incidentalmente quanto para casos agudos ou rompimentos.



