Quase quatro meses após a morte da adolescente Monique Ramos, de 15 anos, em um acidente de motocicleta em Franca, um novo vídeo pode alterar os rumos da investigação. As imagens passaram a integrar o inquérito da Polícia Civil e, segundo a família da vítima, contradizem a versão apresentada pelo condutor da moto.
O acidente aconteceu no fim de março, na Avenida Alonso y Alonso, na região central da cidade. Conforme a investigação, o motociclista perdeu o controle da moto em uma curva e atingiu uma defensa metálica. Monique não resistiu aos ferimentos.
Novo vídeo
As imagens mostram Miguel Teodoro Naline em uma praça, ao lado de amigos, levando uma garrafa à boca antes do acidente.
Segundo familiares da adolescente, a bebida seria a mesma comprada momentos antes em uma loja de conveniência e seria uma garrafa de vodca.
Em depoimento prestado nesta semana à Polícia Civil, Miguel negou ter ingerido bebida alcoólica. Ele afirmou que apenas comprou produtos para os amigos e disse que o acidente foi provocado por uma falha mecânica na motocicleta.
Leia também
Família
Com o novo vídeo, a família de Monique pretende solicitar à Polícia Civil a mudança na tipificação do crime. Atualmente, o caso é investigado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Os familiares defendem que o motociclista seja indiciado por homicídio doloso, sob o argumento de que teria assumido o risco de provocar a morte ao conduzir a motocicleta.
A irmã da adolescente, Marina Calfman, afirmou que Miguel não possuía carteira de habilitação, teria ingerido bebida alcoólica e transportava uma adolescente de 15 anos na garupa no momento do acidente.
Segundo ela, a família só descobriu após a morte de Monique que o motociclista não era habilitado, apesar de afirmar aos amigos que possuía carteira de motorista.
Investigação
A Polícia Civil deve analisar o novo vídeo antes de decidir se haverá alteração na linha de investigação. A família informou que pretende entregar oficialmente as imagens ao delegado responsável pelo caso para reforçar o pedido de reclassificação do crime.
Até o momento, a defesa de Miguel Teodoro Naline não se manifestou sobre o conteúdo do vídeo divulgado após o depoimento prestado à polícia.



