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Novo vírus oferece risco de epidemia no Brasil

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
Novo vírus
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A vigilância epidemiológica de Ribeirão Preto está em alerta com a chegada do vírus Chikungunya, transmitido pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito da dengue. No Brasil, já foram registrados casos da doença, levantando preocupações sobre um possível surto.

Semelhanças e Diferenças entre Chikungunya e Dengue

A Dra. Annalice Castro e Silva, chefe da divisão de vigilância epidemiológica, explica que a transmissão do Chikungunya é muito semelhante à da dengue, o que pode favorecer a ocorrência de epidemias. Os sintomas também são parecidos: febre alta repentina, que pode durar de um a sete dias, dores musculares e articulares. No entanto, a dor articular no Chikungunya é significativamente mais intensa, levando a doença a ser conhecida popularmente como “doença do encurvado”, devido ao impacto nas articulações, incluindo a coluna.

Uma diferença crucial é que, enquanto a dengue geralmente não se torna crônica, a dor articular do Chikungunya pode persistir por até um ano. Embora raros, casos graves de Chikungunya com quadros hemorrágicos também podem ocorrer.

Prevenção e Cuidados

A automedicação representa um risco, especialmente com salicilatos, que podem comprometer os vasos sanguíneos. A principal medida preventiva é a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Mesmo após um período de estiagem, é fundamental intensificar a limpeza de quintais, calhas e ralos, removendo qualquer local que possa acumular água e servir de foco para a proliferação do mosquito.

A Importância da Ação Contínua

A Dra. Annalice enfatiza que o período crítico para a dengue se inicia em julho e se estende até junho do ano seguinte. A população deve criar o hábito de realizar inspeções semanais em suas residências para identificar e eliminar possíveis focos do mosquito. Mesmo em um ano de seca, a transmissão da dengue persistiu, com todos os criadouros localizados dentro do município.

A atenção e a prevenção contínuas são essenciais para evitar a propagação do Chikungunya e da dengue em Ribeirão Preto.

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