Pai de Joaquim, Arthur Paes falou à CBN Ribeirão
O caso da morte do menino Joaquim, em Ribeirão Preto, ainda gera muitas perguntas. O laudo do exame do corpo, obtido com exclusividade, não conseguiu determinar a causa exata da morte, o que levou a polícia a solicitar análises mais detalhadas de sangue e vísceras. Os resultados dessas análises, que podem trazer novas informações, devem ficar prontos em algumas semanas.
O Laudo Preliminar e a Ausência de Afogamento
O laudo inicial apontou que as únicas lesões encontradas no corpo de Joaquim foram superficiais, causadas provavelmente pelo tempo em que o corpo ficou no rio. Um detalhe importante é a ausência de água nos pulmões, o que descarta a hipótese de afogamento. A polícia trabalha com a teoria de que o menino já estava morto quando foi jogado no córrego próximo à casa da família.
Pistas e Contradições nos Depoimentos
Um cão farejador da Polícia Militar indicou que Joaquim e o padrasto, Guilherme Longo, fizeram o mesmo trajeto da casa até o córrego. Além disso, mensagens trocadas entre a mãe de Joaquim, Natália Ponte, e Guilherme Longo revelam discussões sobre o uso de cocaína por parte do padrasto. Natália reclamava que, sob efeito da droga, Guilherme passava o dia dormindo e não a ajudava, enquanto Guilherme falava em desistir e fazê-la sofrer. Ambos estão presos temporariamente, suspeitos de envolvimento na morte do menino.
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O Pai de Joaquim e a Busca por Respostas
Arthur Pais, pai de Joaquim, expressou sua dor e confusão em entrevista à TV Globo. Ele revelou sua preocupação com o uso de drogas por Guilherme Longo e disse confiar nas investigações da polícia. Arthur afirmou que o casal sabe o que aconteceu na noite do desaparecimento, mas que não sente raiva de ninguém. Ele busca entender o que motivou a tragédia e encontra conforto na fé.
Novos Depoimentos e Reconstituição do Crime
Em depoimentos à polícia, Guilherme Longo alegou ter saído para comprar drogas na noite do desaparecimento e negou ter notado se Joaquim estava no quarto quando retornou. Ele também afirmou ter uma boa relação com o enteado e negou agressões. Natália Ponte, por outro lado, descreveu Guilherme como um homem silencioso e violento, movido por ciúmes de Joaquim. A polícia investiga contradições nos depoimentos do casal e planeja uma reconstituição do crime na casa da família.
O caso segue sob investigação, com a polícia buscando esclarecer os fatos e determinar a responsabilidade pela morte de Joaquim.



