CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Novos gestores do Santa Lydia buscam maneiras para controlar as contas do hospital

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
gestores Santa Lydia
Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes

O Hospital Santa Lídia, uma instituição de referência regional, enfrenta um desafio financeiro considerável. Uma comissão judicialmente nomeada para administrar suas finanças revelou que o hospital acumula uma dívida de R$ 15,3 milhões, distribuída entre débitos com fornecedores, impostos atrasados e financiamentos.

Entendendo a Dívida

Darlene Mestriné, membro da comissão gestora, detalha a composição da dívida. A maior parte, cerca de R$ 5,6 milhões, refere-se a pagamentos pendentes a fornecedores de serviços médicos, prestadores de serviços e fornecedores de materiais e medicamentos. Além disso, há impostos atrasados, que a comissão espera refinanciar para transformar a dívida de curto prazo em longo prazo. Uma parcela de R$ 6 milhões já está financiada e garantida com o Consignado SUS, um recurso descontado do faturamento do hospital.

Impacto nos Serviços e Funcionários

A prioridade da comissão é lidar com a dívida de R$ 5,6 milhões com fornecedores, buscando renegociação para obter melhores condições. Apesar das dificuldades, os salários dos funcionários estão em dia, e alguns fornecedores já receberam pagamentos parciais. No entanto, empresas como a que presta serviços de nefrologia enfrentam atrasos desde janeiro, conforme relatado pela diretora clínica Maria Teresinha Van Lutte. Apesar disso, há confiança na atual administração e na revisão de contratos para garantir segurança profissional e financeira.

Perspectivas de Recuperação

Apesar do endividamento, o Hospital Santa Lídia possui uma estrutura robusta e potencial para atender mais pacientes. O diretor técnico Marcelo Dinardi destaca que o hospital é uma referência regional, atendendo 26 cidades. Ele enfatiza a necessidade de aumentar a taxa de ocupação para otimizar a receita. O novo gestor, André Lucirtão Costa, acredita que a plena capacidade de atendimento e a melhor gestão de contratos deficitários são cruciais para a recuperação financeira. Ele ressalta que a dívida operacional não é tão grande em relação ao volume financeiro que circula no hospital.

A qualidade dos serviços do hospital é vista como um trunfo para o sistema de saúde público e privado. A administração está preparando um plano de recuperação que envolve o levantamento da dívida e o equacionamento de receitas e despesas em um plano de médio e longo prazo.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.