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Novos nomes de ex-vereadores aparecem em relatório da Operação Sevandija

Polícia Federal teve acesso a planilhas de cheques que seriam de pagamento de propina da empresa Atmosphera
Operação Sevandija
Polícia Federal teve acesso a planilhas de cheques que seriam de pagamento de propina da empresa Atmosphera

Polícia Federal teve acesso a planilhas de cheques que seriam de pagamento de propina da empresa Atmosphera

A Operação Cevandija, com a análise de documentos e depoimentos, desvenda novos nomes e linhas de investigação para a Polícia Federal e o Ministério Público. Um documento anexado à Justiça relaciona 97 nomes de pessoas contratadas por indicação política, incluindo figuras públicas como Léo Oliveira, Marcelo Palinkas, Valdir Vilela e o atual secretário de governo, Nicanor Lopes, este último com sete indicações.

Indícios de Padrinhos Políticos

O documento, encontrado no gabinete do ex-secretário da Casa Civil, Laílo Quase Jr., levanta suspeitas sobre a influência política em contratações. A lista, possivelmente criada por William Latufi (ex-superintendente da Transerp), segundo a Polícia Federal, é negada por Latufi. O advogado Daniel Pacheco afirma que os reflexos podem atingir o atual governo, considerando que o prefeito Arte Nogueira foi eleito na oposição à prefeita anterior. Se condenados, os citados podem ser afastados de seus cargos.

Novos Documentos e Depoimentos

Outras evidências incluem documentos encontrados na casa da advogada Maria Zueli Librande, com registros de cheques de valores altos (até R$ 60 mil), coincidentes com pagamentos de honorários. Planilhas mencionam R$ 13 milhões e o nome de André Rentes, advogado que recebeu honorários da prefeitura. A delação de Wagner Rodrigues, ex-presidente do Sindicato dos Servidores, aponta propina para Darci Vera, que teria facilitado pagamentos a Maria Zueli Librande.

Implicações e Reações

Nicanor Lopes, por meio de nota, negou qualquer apadrinhamento político. Valdir Vilela também negou as acusações, afirmando que, embora recebesse pedidos de emprego, nunca indicou ninguém para o esquema. O conselheiro da Amaribo, Jorge Sanches, afirma que os apontamentos comprovam o tamanho do esquema de corrupção, que utilizava o tráfico de influência como barganha política. A população demonstra preocupação com a sensação de que a situação permanece inalterada, apesar da troca de prefeitos.

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