Foram 87 colisões no mês de janeiro contra 41 no mesmo período de 2023, um aumento de 112%
O número de acidentes em Franca mais do que dobrou no início deste ano, segundo registros comparativos com o mesmo período do ano passado, e famílias das vítimas cobram medidas mais rigorosas de fiscalização de trânsito. Em janeiro deste ano foram contabilizados 87 acidentes, ante 41 ocorridos em janeiro de 2023 — aumento de 112%.
Aumento de acidentes e impacto na cidade
Os dados alarmantes acenderam o sinal de alerta entre moradores e autoridades locais. Moradores relatam sensação de insegurança nas vias e apontam para a combinação de imprudência e desatenção como causas recorrentes das ocorrências.
Casos que mobilizam famílias
Entre as vítimas está Mariana, de 22 anos, internada em estado grave após um acidente sob o pontilhão da Avenida Elio Palermo. Segundo familiares, ela e o namorado voltavam de um encontro de motos quando foram atingidos por outra motocicleta. Teresa Faustino, mãe de Mariana, descreve o drama vivido pela família: “Nosso sofrimento é muito grande; minha filha ainda inspira muito cuidado”. A filha pequena de um ano e meio chora constantemente, chamando pela mãe.
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O boletim de ocorrência indica que a moto envolvida no acidente pertence a um adolescente. Vídeos publicados nas redes sociais, segundo parentes, mostram o jovem empinando o veículo horas antes do episódio e postando imagens em que aparece com uma garrafa de uísque e notas de dinheiro, acompanhado da mensagem: “Me localiza aí, vacilão”.
Falta de socorro e pedidos por fiscalização
Outro caso que evidencia a gravidade da situação é o de Rogério Pereira Rocha, que sofreu ferimentos graves ao ser atropelado enquanto voltava do trabalho de bicicleta. Testemunhas relatam que o motorista fugiu sem prestar socorro. “O que passou na cabeça dele de não parar para prestar ajuda?”, questionou um parente, enquanto pessoas próximas lembram que, segundo profissionais de saúde, cada minuto sem atendimento pode agravar o quadro clínico.
Moradores reclamam da ausência de fiscalização e da sensação de impunidade. “Não tem segurança no trânsito. Cadê as polícias militares? Cadê a autoridade?”, disse um morador, resumindo a inquietação coletiva.
A reportagem solicitou posicionamento da Polícia Militar sobre o aumento de acidentes e as investigações desses episódios, mas não obteve retorno até a publicação.
Familiares e moradores aguardam medidas efetivas das autoridades para reduzir os índices de acidentes e restabelecer a sensação de segurança nas ruas da cidade.



