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Número de amputações dispara no Brasil durante a pandemia

Aumento estaria relacionado à falta de controle da diabetes e de outros fatores de risco
amputações no Brasil
Aumento estaria relacionado à falta de controle da diabetes e de outros fatores de risco

Aumento estaria relacionado à falta de controle da diabetes e de outros fatores de risco

Aumento Recorde de Amputações no Brasil

Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular apontam um aumento alarmante no número de amputações de membros inferiores no Brasil durante os anos de 2020 e 2021, atingindo níveis recordes. Mais de 56.500 pessoas tiveram amputações de pernas ou pés nesse período, representando cerca de três amputações por hora em todo o país. Em São Paulo, o número também foi expressivo, com 5.540 casos em 2020 e um acréscimo de 850 em 2021.

Diabetes e Outros Fatores de Risco

A pesquisa indica que aproximadamente metade das amputações está relacionada ao diabetes. A outra metade é atribuída a fatores de risco como tabagismo, hipertensão arterial, insuficiência renal crônica e histórico familiar da doença. O diretor científico da sociedade, Edivaldo Jovelliano, destaca a diminuição do autocuidado durante a pandemia como um fator crucial para esse aumento, com pacientes negligenciando consultas médicas, exercícios físicos e cuidados gerais com a saúde.

Prevenção e Cuidados

A prevenção é fundamental. O Dr. Jovelliano ressalta a importância da higiene adequada dos pés, secando bem entre os dedos para evitar infecções fúngicas. Observar e palpar os pés regularmente, especialmente para diabéticos, que podem ter sensibilidade diminuída, é crucial para detectar ferimentos precocemente. A hidratação da pele com cremes também ajuda a prevenir rachaduras, que podem facilitar infecções. Manter os exames em dia, controlando glicemia, colesterol e pressão arterial, é essencial para reduzir os riscos.

O problema das amputações no Brasil é grave e complexo, exigindo conscientização da população e ações das secretarias de saúde para reverter esse cenário preocupante. A prevenção, por meio do autocuidado e acompanhamento médico regular, é a principal ferramenta para minimizar os riscos e evitar que mais pessoas sofram com as consequências físicas e psicológicas das amputações.

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