Foram 151 casos contra 53 no mesmo período do ano passado; infectologista Benedito Fonseca traz detalhes sobre a doença
A dengue preocupa Ribeirão Preto e região. Em janeiro, o número de casos triplicou em comparação ao mesmo mês de 2022, saltando de 53 para 151 casos confirmados. O número de casos suspeitos também aumentou significativamente, passando de 610 em 2021 para 960 em 2023, colocando a Secretaria Municipal de Saúde em alerta.
Aumento de Casos e Mortes
A situação é ainda mais grave em Franca, onde foram registrados 7 mil casos e 15 mortes em 2022. Apesar de a cidade registrar 19 casos confirmados e nenhum óbito em 2023 até o momento, a demanda por atendimentos relacionados à dengue nos hospitais permanece alta, embora menor que no ano passado. As chuvas intensas contribuem para o aumento da proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Previsões e Tipos de Vírus
De acordo com o infectologista Dr. Benedito Lopes da Fonseca, professor da USP de Ribeirão Preto, os meses de março e abril costumam registrar o pico de transmissão da dengue. A diminuição das chuvas, embora ainda presentes, cria períodos de sol quente que favorecem a eclosão dos ovos do mosquito. O vírus predominante em 2023 é o da dengue tipo 1, o mesmo que circulou em 2022. A alta porcentagem de pessoas já infectadas por este sorotipo pode resultar em um número menor de casos em 2023, mas isso depende de fatores como a população de mosquitos e os cuidados da população.
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Prevenção e Dengue Grave
O Dr. Fonseca destaca a importância da prevenção, principalmente a eliminação de criadouros do mosquito em domicílios. A dengue pode evoluir para formas graves, não apenas a dengue hemorrágica, mas também com acometimento de outros órgãos como coração, sistema nervoso central, fígado e pâncreas. Idosos, crianças e pessoas com comorbidades são mais suscetíveis a formas graves da doença. Em Ribeirão Preto, o diagnóstico rápido e o protocolo de atendimento contribuem para uma menor taxa de mortalidade em comparação com outras cidades da região. A hidratação é fundamental no tratamento, e em casos graves, a internação se faz necessária. A responsabilidade individual e coletiva na eliminação de criadouros é crucial para o controle da doença.
A prevenção continua sendo a melhor arma contra a dengue. A conscientização da população, aliada às ações de saúde pública, é fundamental para minimizar os impactos dessa doença na região.



