Setor supermercadista deve ser um dos mais afetados; expectativa é de que queda seja a menor desde 2010
Neste fim de ano, o mercado de trabalho temporário em São Paulo deve contratar cerca de 6 mil pessoas, um número 33% menor que o registrado no mesmo período do ano passado (9 mil vagas). Essa estimativa é inferior até mesmo ao auge da crise econômica.
Menor crescimento e impacto da tecnologia
Segundo o economista Luís Fernando Paulilo, da Ufscar, a baixa demanda por temporários se deve ao menor crescimento econômico previsto (em torno de 2,2% a 2,5%), que restringe as contratações. Além disso, a tecnologia tem impactado alguns setores, como o supermercadista, reduzindo a necessidade de mão de obra temporária. Por outro lado, setores como o de calçados, tabacaria e edictuário continuam demandando temporários, principalmente no período de fim de ano.
Mudança no comportamento do consumidor
O comerciante André Samarco destaca a mudança no comportamento do consumidor como outro fator relevante. Setores com atendimento tradicional em balcão, como açougues, estão migrando para o autosserviço, diminuindo a necessidade de funcionários. Apesar disso, o mestre de obras Silvio Dias afirma que oportunidades de trabalho existem, mesmo que em menor quantidade.
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Perspectivas para o fim do ano
Apesar dos números mais baixos, a Associação Brasileira do Trabalho Temporário e a Caixa Econômica Federal estimam a criação de 32 mil postos de trabalho temporário em todo o estado de São Paulo até o fim de 2018. A busca por oportunidades e a preparação para o mercado de trabalho são fundamentais para quem busca emprego nesse período.



