Eram 25 jovens sendo assistidos em 2019 contra 50 hoje; diretor do Departamento de Proteção Social, Renan Quirino, analisa
O número de crianças sob guarda da justiça em Ribeirão Preto mais que dobrou nos últimos quatro anos, passando de 25 para mais de 50 atualmente. Para entender melhor essa situação, conversamos com Renan Quirino, diretor do Departamento de Proteção Social Especial de Ribeirão Preto.
A realidade do abrigo
Segundo Renan, o aumento no acolhimento é reflexo das dificuldades enfrentadas pelas famílias, agravadas pela pandemia. A situação inclui pobreza extrema, violência doméstica e uso de substâncias psicoativas. Há três meses, o abrigo chegou a abrigar 81 crianças e adolescentes, demonstrando a gravidade da situação.
Causas e desafios do acolhimento
A principal causa para o acolhimento é a agressão. A maioria das 53 crianças atualmente abrigadas sofreu algum tipo de violência. O abrigo busca oferecer um desenvolvimento saudável para essas crianças, muitas das quais chegam com problemas de saúde mental e dificuldades de desenvolvimento. Para crianças sem perspectiva de retorno à família de origem, existe a Casa Lar, com 10 vagas, oferecendo acolhimento até os 21 anos.
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Ações e perspectivas
O trabalho realizado no abrigo inclui acompanhamento escolar, de saúde e saúde mental. Há também esforços para a reconstrução de vínculos familiares e adoção, quando aplicável. O consumo de álcool e drogas durante a gravidez também contribui significativamente para o aumento de crianças no abrigo. Apesar dos desafios, a busca por estratégias para amenizar os efeitos dessa realidade complexa é contínua.



