Apenas 33% das cotas destinadas a deficientes estão preenchidas no país
A lei de cotas para pessoas com deficiência no Brasil estabelece que empresas com 100 ou mais funcionários devem contratar um percentual de profissionais com deficiência. A porcentagem varia de acordo com o número de empregados: 2% para empresas com 100 a 200 funcionários; 3% para empresas com 201 a 500 funcionários; 4% para empresas com 501 a 1000 funcionários; e 5% para empresas com mais de 1000 funcionários.
Desafios da Inclusão no Mercado de Trabalho
Apesar da legislação, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda enfrenta grandes desafios. Em São Paulo, por exemplo, apenas 33% das pessoas com deficiência estão empregadas, representando cerca de 120 mil trabalhadores. Este número fica muito aquém do ideal, indicando a necessidade de ações mais efetivas para promover a inclusão.
Histórias de Superação e a Importância da Persistência
A psicóloga Aurea Lobo destaca a importância da conscientização e da persistência na luta pela inclusão. Melisândia Mesquita, auxiliar de produção que sofreu um acidente de moto há seis anos, é um exemplo de superação. Apesar de uma deficiência no braço esquerdo, ela conseguiu retornar ao mercado de trabalho em uma metalúrgica, após ter sido aconselhada a se aposentar. Sua história demonstra a capacidade e a vontade das pessoas com deficiência de contribuir ativamente para o mercado de trabalho.
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Números e Perspectivas
O Brasil possui cerca de 31 milhões de pessoas com deficiência em idade produtiva, mas o número de empregados não chega a 420 mil. Há uma grande discrepância entre o potencial da força de trabalho e a realidade da inclusão. A persistência na luta por direitos, aliada a políticas públicas eficazes e a conscientização das empresas, são fundamentais para reduzir essa diferença e garantir oportunidades de trabalho para todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas.



