Profissionais buscam oportunidades nos mais diversos setores para superar crise financeira do país
O mercado de trabalho em Ribeirão Preto enfrenta um período desafiador, com o fechamento de 1.734 postos de trabalho no primeiro semestre deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. A construção civil figura entre os setores que mais demitiram, refletindo um cenário de incertezas e dificuldades para os trabalhadores da região.
A Realidade do Desemprego na Pele dos Trabalhadores
Diogo Fernando Morina, pedreiro de 31 anos, personifica essa realidade. Desempregado há cinco meses, ele relata as dificuldades em encontrar uma nova oportunidade, mesmo com experiência em acabamentos. Alexandre Crespim compartilha da mesma angústia, buscando emprego em áreas como vigilante e operador de empilhadeira, mas encontrando as portas fechadas. A situação se agrava com a percepção de que a tendência é de piora, levando muitos a considerarem a mudança de área ou profissão para garantir a sobrevivência.
Certãozinho: Um Reflexo da Crise no Setor Metalúrgico
Certãozinho se destaca negativamente como uma das cidades que mais demitiram na região no primeiro semestre, impulsionada pelas demissões nos setores de metalurgia e soldagem. Samuel Marquette, presidente do sindicato dos metalúrgicos da cidade, atribui a crise à falta de investimentos no setor sucroenergético, que historicamente impulsiona a economia local. A ausência de linhas de crédito e subsídios governamentais agrava a situação, tornando o cenário ainda mais desafiador.
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Estratégias para Mitigar os Impactos e Perspectivas Futuras
Apesar do cenário adverso, o sindicato dos metalúrgicos de Certãozinho vislumbra uma pequena elevação no período da entressafra e oferece especialização aos operários para aumentar suas chances no mercado de trabalho. Em Ribeirão Preto, a microregião contrasta com os dados negativos do Caged, registrando 3.194 vagas no primeiro semestre, impulsionadas pela produção de cana. O economista José Rita Moreira defende a adoção de medidas de incentivo em nível federal e estadual, como reformas fiscal e política, além de planos de incentivo bem estruturados, para reverter o quadro de crise. A colaboração e o esforço conjunto são apontados como caminhos para superar o momento negativo e retomar o crescimento.
Apesar dos desafios, a esperança reside na busca por soluções conjuntas e na resiliência dos trabalhadores em se adaptarem às novas demandas do mercado.



