No total 1.451.846 eleitores com deficiência estão regularizados na Justiça Eleitoral; Bruno Silva comenta sobre o novo cenário
Mais de 1,4 milhão de eleitores com deficiência estão aptos a votar nas eleições municipais deste ano, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse número representa um aumento significativo em relação a eleições anteriores, indicando uma maior regularização da situação eleitoral desse público e um esforço da justiça eleitoral em garantir acessibilidade.
Aumento expressivo e desafios de acessibilidade
O crescimento no número de eleitores com deficiência é positivo e demonstra a importância da inclusão política. Comparando com os dados de 2012, 2016 e 2020, observa-se um aumento contínuo, representando um crescimento de pelo menos 25% em relação a 2020. Apesar do avanço, a justiça eleitoral ainda enfrenta desafios para garantir a plena acessibilidade, especialmente em regiões com menos recursos, como o Norte do país, onde a disponibilidade de sessões adaptadas é menor.
Inclusão e políticas públicas
A inclusão de eleitores com deficiência não se limita à acessibilidade física. É fundamental que os governantes e candidatos estejam atentos às necessidades específicas desse público, incluindo em seus programas de governo políticas públicas que garantam a equidade e a participação plena na vida política. Isso inclui adaptações em espaços públicos, disponibilização de informações em Braille e Libras, e a criação de serviços públicos adequados às diferentes deficiências.
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A importância da participação política
O aumento significativo de eleitores com deficiência demonstra a crescente participação desse público na vida política. É imprescindível que essa participação seja plenamente garantida, assegurando não apenas a acessibilidade física, mas também a inclusão social e política, para que as pessoas com deficiência possam exercer plenamente seus direitos e deveres como cidadãos.