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Número de endividados atinge o menor patamar desde março de 2022

É o quinto mês consecutivo em que os índices vêm abaixando; levantamento é da Confederação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo
Número de endividados atinge o menor
É o quinto mês consecutivo em que os índices vêm abaixando; levantamento é da Confederação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo

É o quinto mês consecutivo em que os índices vêm abaixando; levantamento é da Confederação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo

As famílias brasileiras mostram sinais de alívio nas finanças: pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indica que a inadimplência segue em queda e atingiu em fevereiro o menor patamar desde março de 2022.

Queda na inadimplência e no endividamento

Segundo a pesquisa da CNC, o percentual de consumidores inadimplentes caiu para 28,1% em fevereiro — a quinta retração consecutiva desde setembro do ano passado. O número representa o menor nível registrado desde março de 2022, quando a inadimplência estava em 27,8%. O endividamento total das famílias também recuou, de 78,1% em janeiro para 77,9% em fevereiro. As principais modalidades que concentram os débitos são cartão de crédito, carnês e crédito pessoal.

Vozes do dia a dia

Moradora que enfrenta contas atrasadas, Adriana de Cácea Barbosa descreve a dificuldade de quitar débitos: “Infelizmente a situação que a gente se encontra… Tenho cartão de crédito e um parcelamento que fiz no banco. O parcelamento consegui, graças a Deus, refinanciar, mas o problema é o cartão de crédito.” Para ela, sair do vermelho continua sendo a meta.

Especialista aponta causas e recomendações

O economista Paulo Sereda atribui a melhora parcial ao desempenho da economia e ao avanço do mercado de trabalho: “Melhorou a economia, melhorou o mercado de trabalho, reduziu o número de pessoas desocupadas. Então, muito provavelmente, mais pessoas estão renegociando dívidas e tendo mais dinheiro para pagar o que deviam.” Sereda aconselha que quem ainda enfrenta dificuldades faça um diagnóstico: avalie o tamanho da dívida e a renda disponível, identifique cortes de gastos possíveis e considere a renegociação. “Se for preciso, busque uma fonte adicional de renda e calcule quanto ela precisa render para equilibrar as contas. Com esses dados em mãos, procure renegociação.”

Os dados e orientações apontam para uma tendência de melhora, condicionada à continuidade da recuperação do emprego e ao esforço de famílias e credores na revisão de dívidas.

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