Secretária de Assistência Social, Renata Gregoldo, aponta que a demanda disparou durante a pandemia
A pandemia do coronavírus agravou significativamente a crise econômica no Brasil, intensificando a desigualdade social e gerando um aumento alarmante na fome e na insegurança alimentar. Dados do Inquérito Nacional sobre Segurança Alimentar mostram que 19 milhões de brasileiros passaram fome nos últimos meses de 2022, e mais da metade dos domicílios brasileiros enfrentaram algum grau de insegurança alimentar.
Aumento da Pobreza e Situação de Rua em Ribeirão Preto
Em Ribeirão Preto, a situação é particularmente preocupante. O Instituto Limite identificou 1.127 pessoas em situação de rua, um número que varia diariamente. A presença de moradores de rua pedindo ajuda em diversos pontos da cidade, incluindo crianças que deveriam estar na escola, é um retrato da realidade local. Embora não seja uma situação inédita, a pandemia a intensificou devido à perda de empregos e à crise econômica.
Ações da Prefeitura de Ribeirão Preto
A Prefeitura de Ribeirão Preto, ciente da gravidade da situação, discute a criação de um auxílio emergencial municipal. Enquanto isso, a Secretaria de Assistência Social tem trabalhado em diversas frentes para amenizar os impactos. O número de famílias cadastradas para receber cestas básicas saltou de 250 para 3.500, e a expectativa é que chegue a 5.000. A secretaria também implementou o Centro POP em um local de maior acesso e ampliou uma casa de acolhimento para 50 homens. Outras iniciativas incluem programas de geração de renda em parceria com o Sebrae e o programa “Nutrição”, que leva cestas básicas para comunidades carentes.
Soluções e Perspectivas
Além das ações emergenciais, a Secretaria de Assistência Social busca referenciar as famílias em seus serviços para garantir acesso a benefícios municipais e federais, como o Bolsa Família. Um número de telefone gratuito (0800 016 0030) foi disponibilizado para solicitar cestas básicas. As ações da prefeitura demonstram um esforço para enfrentar a crise, mas a situação exige políticas públicas contínuas e eficazes para garantir a segurança alimentar e a inclusão social da população em vulnerabilidade.



