Especialistas apontam a falta de políticas habitacionais para o aumento do problema
O aumento de ocupações irregulares em áreas públicas de Ribeirão Preto tem gerado preocupação na prefeitura. De acordo com o último levantamento, a cidade abriga cerca de 70 favelas, um aumento de 40% em relação a 2015, quando havia 50 áreas ocupadas. Esse crescimento também impulsionou o número de ações judiciais pela posse de terrenos públicos e particulares.
Despejo em Loco Motiva
Moradores da favela Loco Motiva, localizada no Parque Industrial Quito Junqueiro, receberam um prazo de 60 dias para deixar o terreno ocupado. Cerca de 350 famílias residem na área, e o líder comunitário, Platinê da Silva Númias, contesta a decisão, alegando que o terreno está abandonado há mais de 30 anos. Os moradores afirmam ocupar o espaço por falta de políticas habitacionais.
Falta de Políticas Públicas e Impactos Sociais
Milton Mendes, pedreiro que vive na comunidade há dois anos e instalou um bar para sobreviver, relata a dificuldade de pagar aluguel em outro local. Para o especialista em gestão pública Marco Aurélio da Mião, o problema demonstra a falta de políticas públicas eficazes. Segundo ele, uma intervenção precoce, impedindo a formação das favelas, minimizaria o trauma do despejo. A omissão do poder público no início dessas invasões permite que pequenas ocupações cresçam exponencialmente.
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A Busca por Soluções
A Companhia de Habitação de Ribeirão Preto (COHAB) registra mais de 50 mil pessoas na fila por uma casa própria. Como solução, a prefeitura pretende criar dois conselhos – de desenvolvimento econômico e infraestrutura, e de desenvolvimento social – para discutir o problema com a sociedade e buscar alternativas. A situação demonstra a urgência de políticas públicas efetivas para enfrentar a questão da moradia na cidade.



