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Número de feminicídios cresce no estado de São Paulo

Em média 17 mulheres são mortas todo mês no estado somente pelo fato de serem do sexo feminino
feminicídios São Paulo
Em média 17 mulheres são mortas todo mês no estado somente pelo fato de serem do sexo feminino

Em média 17 mulheres são mortas todo mês no estado somente pelo fato de serem do sexo feminino

A Folha de São Paulo divulgou dados alarmantes sobre o aumento do feminicídio no estado. Entre 2015 e 2023, houve um crescimento significativo nos casos de homicídios de mulheres apenas por serem mulheres.

Números Crescentes de Feminicídios

Em 2015, foram registrados 106 casos, com uma média de quase 9 por mês. Em 2016, esse número saltou para 192 casos, uma média de 16 por mês. Até julho de 2023, já foram registrados 119 casos, com uma média de 17 por mês, mostrando uma tendência preocupante de crescimento.

Impunidade e o Medo das Vítimas

A reportagem destaca que 52% das vítimas não tomaram nenhuma medida após a agressão, e apenas 11% registraram denúncia. Em 61% dos casos, os agressores eram pessoas conhecidas das vítimas. A advogada Luciana Remoli, da Comissão do Direito da Mulher da OAB Ribeirão, explica que o medo, a dependência financeira ou emocional, impedem muitas mulheres de buscarem ajuda imediatamente. Ela ressalta a importância de observar a crescente agressividade do agressor e buscar apoio, pois a tendência é que a violência aumente.

A Importância do Apoio e da Divulgação

Luciana Remoli enfatiza que o apoio da justiça existe, mas depende da vontade da vítima em procurar ajuda. A principal barreira, segundo ela, está na cabeça das mulheres que sofreram agressão. A exposição do tema na mídia e nas redes sociais é fundamental para informar as mulheres sobre seus direitos e como agir em situações de violência. Desde 2015, o feminicídio é considerado um crime mais grave, com pena que pode variar de 12 a 30 anos de prisão.

Os dados apresentados demonstram a urgência de ações para combater a violência contra a mulher e garantir a segurança e a justiça para as vítimas. A conscientização, o apoio e a punição dos agressores são medidas cruciais para reverter esse cenário alarmante.

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