Com os problemas de atendimento no SUS, essa fatia da população tem pago (e caro) pela assistência particular
O aumento no custo de planos de saúde particulares para pessoas acima de 60 anos tem se tornado uma preocupação crescente. Essa faixa etária, que mais utiliza os serviços de saúde, enfrenta desafios para arcar com os valores, muitas vezes altos e com reajustes significativos.
Alta demanda e custos crescentes
Em pouco mais de uma década (2012-2023), o número de pessoas com mais de 60 anos com planos de saúde particulares aumentou 35%. Dona Marilda, por exemplo, paga mais de R$ 500 mensais por dois convênios, contando com ajuda das filhas. Essa realidade ilustra a dificuldade financeira enfrentada por muitos idosos para manter seus planos de saúde, mesmo com a necessidade crescente de assistência médica.
Reajustes abusivos e falta de transparência
A advogada Ana Paula Teodoro destaca a ocorrência de reajustes abusivos nas mensalidades, que podem consumir a aposentadoria integral de muitos idosos. Além disso, há problemas com o fornecimento de medicamentos, tratamentos médicos e leitos hospitalares. A falta de transparência nos contratos, principalmente quanto aos reajustes por faixa etária, contribui para a vulnerabilidade dos consumidores. A advogada ressalta a importância de ler atentamente os contratos e buscar auxílio jurídico em caso de abusos.
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Direitos do consumidor e onde buscar ajuda
Com o envelhecimento da população (15% dos brasileiros têm mais de 60 anos, segundo dados de 2022), a demanda por serviços de saúde tende a aumentar. É fundamental que os idosos conheçam seus direitos, amparados pela Constituição e pela Lei 9.656 (Lei dos Planos de Saúde). Para denúncias e problemas com planos de saúde, o número da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) é 0800 701 9656.



