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Número de inadimplentes no país cresce pelo décimo mês seguido

Dados do Serasa apontam mais de 69 milhões de brasileiros com restrições no nome; economista José Rita Moreira analisa os dados
inadimplência no país
Dados do Serasa apontam mais de 69 milhões de brasileiros com restrições no nome; economista José Rita Moreira analisa os dados

Dados do Serasa apontam mais de 69 milhões de brasileiros com restrições no nome; economista José Rita Moreira analisa os dados

O ano está acabando e muitas pessoas se veem endividadas. Segundo levantamento da Serasa divulgado em outubro, a inadimplência no Brasil cresceu pelo décimo mês consecutivo, com 668 mil novos inadimplentes em relação a setembro, totalizando mais de 69 milhões de brasileiros com o nome restrito. A busca por soluções financeiras para 2023 é grande, mas será que é possível se organizar mesmo com pouco dinheiro?

As causas do endividamento

De acordo com o economista José Rita Moreira, a situação atual é uma herança da pandemia, onde muitas pessoas perderam empregos e se endividaram. Apesar da volta gradual ao mercado de trabalho, muitas dívidas não foram quitadas. A crença em um ano melhor e indicadores econômicos positivos levaram alguns a contraírem novas dívidas. Com o cenário econômico atual incerto, juros altos e crédito mais caro, a prudência é fundamental para evitar o acúmulo de dívidas.

Dicas para organizar as finanças

Moreira destaca a importância do planejamento financeiro: controlar a entrada e saída de dinheiro, negociar dívidas com bancos (cartões de crédito e cheque especial), e optar por créditos pessoais com juros compatíveis à sua capacidade de pagamento. Ele alerta contra compras por impulso e sugere aproveitar opções de parcelamento sem juros, como o IPTU em algumas cidades, para aliviar o orçamento em janeiro, mês que concentra muitas despesas (IPTU, IPVA, material escolar, etc.).

Saindo da bola de neve

Para quem já está atolado em dívidas, Moreira aconselha a tomar medidas drásticas, como vender bens (carro, por exemplo) para quitar dívidas ou negociar com o banco para concentrar todas as dívidas em um único crédito, com juros menores. Embora exija sacrifícios, essa atitude evita o agravamento da situação, que pode levar a problemas judiciais. Para quem tem renda baixa, a recomendação é buscar um segundo emprego, incentivar outros membros da família a trabalhar ou buscar qualificação profissional para conseguir um emprego melhor e com maior remuneração. O economista enfatiza que, para sair do endividamento, é preciso planejamento e, principalmente, sacrifícios.

Organizar as finanças requer disciplina e planejamento, mas com ações estratégicas e um pouco de sacrifício, é possível começar 2023 com mais tranquilidade financeira. A busca por soluções, seja através de negociação de dívidas, busca por novas fontes de renda ou controle de gastos, é o primeiro passo para uma vida financeira mais equilibrada.

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