Vitor Engracia Valenti analisa os impactos do Carnaval nos índices da pandemia na cidade
Nesta semana, observou-se uma leve alta na ocupação de leitos de UTI em Ribeirão Preto, chegando a 63%, segundo dados do portal Covid que monitora internações em tempo real. Para entender esse aumento, o programa entrevistou o professor e pesquisador da Unesp, Vítor Emílio Graça e Valente.
Possível Impacto do Carnaval
Segundo o professor Valente, a queda acentuada nas internações em fevereiro parou após o carnaval. Esse período de estabilização, após uma queda significativa, pode indicar uma tendência de aumento nas internações, sugerindo um possível impacto das aglomerações carnavalescas. A análise dos gráficos de internações em enfermaria e UTI reforça essa hipótese.
Preocupação com o Relaxamento das Medidas Preventivas
Outro fator preocupante é o relaxamento das medidas preventivas, como o uso de máscaras. Com a possibilidade de São Paulo seguir o exemplo do Rio de Janeiro e Manaus em desobrigar o uso de máscaras em locais públicos, o professor Valente expressou sua preocupação. Ele destacou a circulação de novas subvariantes, como a B.2, que parece ser mais transmissível e possivelmente mais letal que a Ômicron original. A combinação do relaxamento das medidas com a nova subvariante poderia levar a um aumento significativo de casos e internações, principalmente nos meses de abril, maio e junho, período de maior transmissão de doenças respiratórias.
Leia também
Recomendação e Cautela
O professor Valente ressalta a importância de cautela e monitoramento constante da situação. Considerando a rápida mutação do vírus e a possibilidade de uma subvariante mais letal, ele acredita que flexibilizar o uso de máscaras em todo o Brasil neste momento seria precipitado. A recomendação é manter a vigilância e evitar o relaxamento das medidas preventivas para evitar uma sobrecarga no sistema de saúde.


