São 53 crianças e adolescentes que estão sob a guarda da Justiça, antes da pandemia eram por volta de 25; número já chegou a 70
O número de crianças e adolescentes acolhidos em abrigos de Ribeirão Preto mais que dobrou nos últimos quatro anos, passando de 25 em 2019 para mais de 50 atualmente. De acordo com Elane Serpa, secretária adjunta de assistência social, o aumento se deve a diversos fatores.
Pós-pandemia e aumento da vulnerabilidade social
A secretária destaca o impacto da pandemia, que agravou a situação de muitas famílias, e o aumento no número de dependentes químicos e alcoólicos como principais causas desse crescimento. O abrigo já chegou a abrigar mais de 70 crianças e adolescentes, com a maioria entre zero e dez anos.
Ações para reduzir o número de acolhimentos
Para reduzir o número de crianças em abrigos, a prefeitura de Ribeirão Preto conta com o SAICA (Serviço de Acolhimento Institucional a Crianças e Adolescentes), que oferece serviços de acolhimento e auxilia no retorno de jovens a seus municípios de origem. Além disso, programas como o apadrinhamento e o projeto Família Colhedora buscam inserir essas crianças em novas famílias ou prepará-las para o retorno às suas famílias de origem. O apadrinhamento, em especial, proporciona um apoio significativo às crianças, oferecendo uma figura de referência e suporte emocional até que uma solução definitiva seja encontrada.
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A importância da participação da sociedade
Elane Serpa enfatiza a importância da participação da sociedade na redução do número de acolhimentos. O aumento das denúncias, impulsionado pela maior conscientização da população e o olhar atento de professores nas escolas, contribui para a identificação precoce de situações de vulnerabilidade. A divulgação de projetos como o apadrinhamento é crucial para engajar a comunidade e oferecer mais oportunidades às crianças e adolescentes acolhidos, garantindo um futuro mais promissor para esses jovens.



