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Número de mamografias feitas no Brasil caiu 84% desde março

Diminuição é reflexo da pandemia; levantamento foi realizado pela Fundação do Câncer, com base em dados do SUS
mamografias no Brasil
Diminuição é reflexo da pandemia; levantamento foi realizado pela Fundação do Câncer, com base em dados do SUS

Diminuição é reflexo da pandemia; levantamento foi realizado pela Fundação do Câncer, com base em dados do SUS

Queda drástica em exames de mamografia

De acordo com dados da Fundação do Câncer, houve uma redução de 84% no número de mamografias realizadas no Brasil desde março, devido à pandemia de coronavírus. Essa queda acende um alerta, principalmente em outubro, mês de conscientização sobre o câncer de mama. Muitas mulheres deixaram de fazer o exame por medo de ir aos hospitais, o que é preocupante, pois a mamografia é fundamental para o diagnóstico precoce e a prevenção da doença.

Consequências do adiamento dos exames

O adiamento das mamografias tem consequências graves. Segundo Guilherme Martinez, diretor do Hospital de Câncer de Ribeirão Preto, o diagnóstico tardio dificulta o tratamento. O câncer de mama, em estágios iniciais, muitas vezes não apresenta sintomas, sendo detectado apenas por meio de mamografias. Quando os sintomas aparecem (nódulos, vermelhidão na mama, alterações no bico do seio), a doença já está em fase mais avançada. O diagnóstico precoce, por outro lado, aumenta as chances de cura para até 95%, com tratamento adequado.

Prevenção e diagnóstico precoce: a chave para a cura

Hábitos de vida saudáveis, como a ausência de obesidade, podem auxiliar na prevenção. No entanto, o principal fator para o combate ao câncer de mama é o diagnóstico precoce. A recomendação é que mulheres a partir dos 40 anos realizem mamografias a cada dois anos. O autoconhecimento da mama, a identificação de áreas mais densas ou amolecidas, também é importante. O Hospital de Câncer de Ribeirão Preto, por exemplo, realiza campanhas em outubro para triagem gratuita de mamografias. São estimados mais de 66 mil novos casos de câncer de mama no Brasil em 2023, e a taxa de mortalidade é de 25%, segundo o Inca, mostrando a urgência do diagnóstico precoce.

O diagnóstico precoce do câncer de mama é crucial para aumentar as chances de sucesso no tratamento. A conscientização e a busca por exames regulares são fundamentais para salvar vidas.

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