São mais de 99 mil microempreendedores que realizam este tipo de atividade; aumento no últimos seis anos foi de 97%
O crescimento do comércio eletrônico tem impactado diretamente o mercado de trabalho, gerando novas oportunidades e desafios. A expansão das entregas por aplicativos e empresas de e-commerce tem levado milhares de pessoas a se tornarem microempreendedores individuais (MEIs), buscando autonomia e flexibilidade.
Motoristas de aplicativos: um novo modelo de trabalho
Profissionais como Miguel Nicolas, que realiza mais de 70 entregas diárias em sete cidades, exemplificam essa nova realidade. Para atuar nesse ramo, ele se formalizou como MEI, obtendo benefícios como acesso a crédito e proteção em caso de doença. A flexibilidade de horários é um atrativo, mas a gestão de custos, como combustível, é responsabilidade do entregador.
O crescimento do MEI no setor de entregas
O aumento no número de MEIs no setor de entregas é significativo. No estado de São Paulo, são mais de 99 mil MEIs cadastrados, representando um crescimento de 97% nos últimos seis anos. Fernanda Melo e seu marido, por exemplo, encontraram no ramo de entregas uma forma de conciliar trabalho e família, abrindo seu próprio negócio como MEI.
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Formalização e o futuro das entregas
A formalização por meio do MEI se mostra crucial para os entregadores, oferecendo segurança e benefícios. O analista de negócios do Sebrae, Edio Martinelli Jr., destaca que a expansão do e-commerce, impulsionada pela pandemia e pela mudança nos hábitos de consumo, exigiu aprimoramento logístico, resultando na contratação de prestadores de serviços e, consequentemente, no aumento dos MEIs. Essa tendência de compras online se consolida, abrangendo diversas faixas etárias e projetando um futuro promissor para o setor, mas com a necessidade de contínua adaptação e formalização dos trabalhadores.



