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Número de micro e pequenos empresários inadimplentes aumenta no Brasil em 2022

Dados da Serasa Experian mostram que 5,7 milhões de empresários estão com dívidas; economista Adnan Jebailey analisa o cenário
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Dados da Serasa Experian mostram que 5,7 milhões de empresários estão com dívidas; economista Adnan Jebailey analisa o cenário

Dados da Serasa Experian mostram que 5,7 milhões de empresários estão com dívidas; economista Adnan Jebailey analisa o cenário

Um levantamento recente da Serasa expôs um cenário preocupante para as micro e pequenas empresas brasileiras. Em dezembro de 2022, 5,7 milhões dessas empresas estavam inadimplentes, representando um aumento de 7% em relação a 2021. A dívida total chega a 15 milhões de reais, com cada empresa apresentando, em média, 7 contas atrasadas.

Setores Mais Atingidos

Os setores mais afetados pela inadimplência são: serviços (52,5% das dívidas), comércio (39%) e indústria (7,9%). A concentração de empresas negativadas é maior na região Sudeste (53%), com São Paulo liderando o ranking.

Análise Econômica e Implicações

A economista Dina Gebáelei destaca que a situação é preocupante, considerando o papel crucial das micro e pequenas empresas na geração de empregos. A pandemia e o consequente fechamento de negócios contribuíram para o aumento da inadimplência. Além disso, a crescente formalização de trabalhadores autônomos, com a abertura de CNPJs, amplifica o problema, principalmente nos setores de serviços e comércio. A alta taxa de juros agrava a situação, dificultando a obtenção de empréstimos e comprometendo o fluxo de caixa das empresas.

Dina destaca a necessidade de políticas públicas que facilitem a negociação de dívidas com o governo, permitindo que as empresas invistam, tomem crédito e gerem empregos. Ela chama atenção para a realidade dos microempreendedores individuais (MEIs), que muitas vezes iniciam seus negócios sem capital suficiente, recorrendo a empréstimos pessoais para financiar suas atividades. A inadimplência, mesmo em pequenas escalas, pode impactar significativamente a produção e a receita desses empreendedores.

O impacto do fechamento dessas empresas na economia regional é significativo, especialmente em cidades como Franca, Ribeirão Preto, Sertãozinho e Cravinhos, que dependem fortemente do comércio, serviços e indústrias locais. A economista aponta a necessidade de políticas econômicas que considerem a realidade das micro e pequenas empresas, incluindo a possibilidade de um imposto unificado e um sistema tributário mais progressivo.

Para as empresas inadimplentes, a orientação é buscar a negociação de dívidas, considerando a realidade financeira de cada negócio. A prioridade deve ser manter as operações em funcionamento, buscando soluções que permitam o pagamento gradual das dívidas sem comprometer a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

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