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Número de mortes por embriaguez ao volante dobram em 2019

Em Ribeirão e região, dez pessoas morreram em decorrência de acidentes causados por motoristas alcoolizados; ninguém foi preso
Mortes por embriaguez ao volante
Em Ribeirão e região, dez pessoas morreram em decorrência de acidentes causados por motoristas alcoolizados; ninguém foi preso

Em Ribeirão e região, dez pessoas morreram em decorrência de acidentes causados por motoristas alcoolizados; ninguém foi preso

A embriaguez ao volante continua sendo um problema grave no Brasil, com consequências devastadoras para as vítimas e suas famílias. Apesar de multas pesadas e punições, o número de acidentes causados por motoristas bêbados permanece alto, gerando indignação e questionamentos sobre a eficácia da justiça.

Números alarmantes

No ano passado, foram registrados quatro acidentes na região envolvendo motoristas alcoolizados. Este ano, o número já chega a dez, um aumento significativo que demonstra a gravidade da situação. O que mais choca é que, em quase todos os casos, os responsáveis pelas mortes estão soltos, sem cumprir penas adequadas aos crimes cometidos.

Impunidade e falhas no sistema

Um caso emblemático ocorreu em fevereiro em Sertãozinho, onde Débora da Silva de Souza, de 24 anos, dirigindo alcoolizada, causou um acidente que resultou na morte de Rute Seixas de Oliveira, de 29 anos. Apesar de fotos nas redes sociais mostrando Débora consumindo cerveja antes do acidente, ela permanece livre. O marido da vítima questiona a inércia da justiça, que parece não dar a devida importância à gravidade do crime. Outros casos semelhantes demonstram a fragilidade do sistema, com motoristas que mataram pessoas dirigindo embriagados obtendo a liberdade em poucos meses.

A justiça e a responsabilidade individual

Segundo o advogado José Roberto Marquez, a soltura desses motoristas é reflexo de lacunas no sistema de justiça brasileiro. O juiz, na audiência de custódia, avalia a necessidade da prisão preventiva, e se os requisitos não forem atendidos, o réu é liberado. Embora a legislação preveja punições, a aplicação efetiva da lei nem sempre acontece, especialmente quando não há flagrante. A impunidade reforça a ideia de que beber e dirigir não tem consequências graves, o que precisa mudar. A responsabilidade individual é fundamental: quem bebe e dirige assume o risco de causar acidentes fatais, com consequências irreversíveis para as vítimas e suas famílias.

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