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Número de mortes violentas aumenta em Ribeirão Preto

Série histórica iniciada em 1989 registrou 305 mortes do tipo, já o último número, de 2022, tem 501 mortes
Número de mortes violentas aumenta em
Série histórica iniciada em 1989 registrou 305 mortes do tipo, já o último número, de 2022, tem 501 mortes

Série histórica iniciada em 1989 registrou 305 mortes do tipo, já o último número, de 2022, tem 501 mortes

O Atlas da Violência 2025, Número de mortes violentas aumenta em, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta um aumento significativo nas mortes violentas em Ribeirão Preto. O portal, criado em 2016, oferece dados detalhados sobre criminalidade no Brasil para pesquisadores, jornalistas e o público.

Dados sobre mortes violentas em Ribeirão Preto

Segundo o levantamento, as mortes violentas — causadas por agressões, suicídios e acidentes de trânsito — cresceram na cidade. Em 1989, foram registradas 305 mortes desse tipo, enquanto em 2022 o número subiu para 501, conforme os dados mais recentes do Atlas.

Fatores que influenciam o aumento da violência: O criminólogo Jean Alves atribui o crescimento dos índices criminais ao aumento populacional e à circulação de moradores de 34 municípios da região metropolitana. Ele ressalta que a comparação com outras regiões deve considerar especificidades locais, como diversidade cultural e densidade populacional.

Além disso, Alves destaca que fatores não criminais, como a mobilidade urbana precária e o maior acesso da população civil a armas de fogo, impactam diretamente o aumento das mortes violentas. Ele afirmou:

“Quanto mais a população civil tem acesso à arma, se temos um problema crônico de mobilidade urbana, isso permite que conflitos banais, como brigas ou acidentes de trânsito, resultem em mortes devido ao uso de armas de fogo.”

Homicídios em 2023 e uso de armas

Em 2023, Ribeirão Preto registrou 54 homicídios, dos quais metade envolveu armas de fogo. O especialista relaciona o aumento no acesso a armamentos civis ao crescimento da letalidade dos conflitos na cidade.

Políticas públicas e segurança integrada: Jean Alves defende que a segurança pública deve ser abordada de forma integrada entre os governos federal, estadual e municipal, combinando policiamento ostensivo e repressivo com políticas sociais que promovam qualidade de vida, lazer e cidadania. Segundo ele, a criminalidade organizada tem pouca influência direta nos homicídios locais, que ocorrem majoritariamente por motivos triviais.

O criminólogo também destacou que o estado de São Paulo não está entre os mais violentos do país, com estados do Nordeste liderando os índices de violência. Ele ressaltou a importância de políticas públicas não criminais, como educação, mobilidade urbana e geração de emprego, para reduzir a violência. Alves afirmou:

“Mais policiais fortemente armados não garantem segurança por si só. É preciso investir na base, com políticas que melhorem a qualidade de vida e reduzam as causas sociais da violência.”

Entenda melhor

O Atlas da Violência reúne dados oficiais desde 1989 para analisar a criminalidade no Brasil, permitindo observar tendências e identificar fatores que influenciam a violência. Embora Ribeirão Preto tenha apresentado aumento nas mortes violentas, seus índices são compatíveis com o crescimento populacional e características regionais.

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