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Número de mulheres empreendedoras já supera o de homens

Apesar do aumento na quantidade de empresárias, quando o assunto é salário, a diferença ainda é grande entre homens e mulheres
mulheres empreendedoras
Apesar do aumento na quantidade de empresárias, quando o assunto é salário, a diferença ainda é grande entre homens e mulheres

Apesar do aumento na quantidade de empresárias, quando o assunto é salário, a diferença ainda é grande entre homens e mulheres

O crescimento da participação feminina no mercado de trabalho é notório, mas pesquisas revelam que muitas mulheres, mesmo conquistando espaço profissional, ainda acumulam responsabilidades domésticas, assumindo verdadeiras jornadas triplas ou quádruplas de trabalho. Elas conciliam filhos, casa, estudos e trabalho, muitas vezes sem o devido reconhecimento ou equiparação salarial.

Desigualdade Salarial: Um Desafio Persistente

Apesar do aumento da participação feminina no mercado de trabalho (de 50% para 55% entre 2000 e 2010, segundo o IBGE), a disparidade salarial em relação aos homens persiste. Mulheres, mesmo com maior nível de instrução, frequentemente recebem salários até 30% inferiores aos dos homens, uma das principais críticas ao cenário atual.

Histórias de Sucesso e Empreendedorismo Feminino

Exemplos como o de Jéssica Caixeta, consultora de RH em Ribeirão Preto, que iniciou sua carreira aos 16 anos no McDonald’s e progrediu na empresa, demonstram que a força de vontade e a busca por oportunidades podem levar ao sucesso. Atualmente, o McDonald’s conta com 56% de mulheres em diferentes níveis hierárquicos. No empreendedorismo, a gerente do Sebrae, Iroarantes, destaca que quase metade dos novos negócios são abertos por mulheres, principalmente nos setores de serviços (salões de beleza, alimentação, decoração). São Paulo lidera o ranking de estados com maior número de mulheres empreendedoras, com uma preferência por serviços (43%), seguido pelo comércio (24%) e indústria (21%).

Muitas mulheres empreendem por necessidade de gerar ou complementar renda, impulsionadas por questões familiares. O Sebrae recomenda, no entanto, que antes de empreender, as mulheres estudem e identifiquem oportunidades viáveis e lucrativas, planejando o negócio para aumentar as chances de sucesso. O preconceito, segundo levantamentos, diminui à medida que as mulheres ganham autonomia como empresárias, com uma taxa de empreendedorismo maior entre mulheres com negócios de até três anos e meio (15,4%) em comparação com os homens (12,6%).

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