Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Danielle Zeoti
Neste Carnaval, a psicóloga Daniela Zeote alerta para os riscos à saúde mental e física, especialmente entre jovens e adolescentes. A especialista destaca o aumento da adolescência prolongada, com indivíduos na faixa dos 25 anos ainda apresentando características dessa fase.
Riscos e Excessos no Carnaval: uma combinação perigosa
A combinação de impulsividade característica da adolescência com a atmosfera festiva do Carnaval pode levar a comportamentos de risco. A sensação de invulnerabilidade, muito presente nessa faixa etária, contribui para que jovens se exponham a situações perigosas, como consumo excessivo de álcool e drogas, relações sexuais sem proteção e ambientes de violência.
Saúde Sexual e Doenças Transmissíveis
Daniela Zeote chama atenção para o aumento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como a Aids e a sífilis, devido à redução no uso de preservativos. A falsa ideia de cura para a Aids e a disponibilidade de coquetéis de medicamentos contribuíram para esse cenário. A falta de antibióticos para tratar algumas DSTs, como a sífilis, em algumas regiões, agrava ainda mais a situação. A psicóloga enfatiza a importância da prevenção e da responsabilidade individual.
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Prevenção e Conscientização: um dever de todos
A conscientização sobre os riscos deve ser contínua, não apenas durante o Carnaval. A família tem um papel fundamental nesse processo, assim como campanhas de conscientização que precisam ser mais eficazes, focando no afeto e na linguagem dos jovens. A psicóloga defende que o amor próprio deve ser priorizado, incentivando a reflexão antes de agir e a busca por um estilo de vida saudável. Em vez de discutir polêmicas sobre músicas e proibições, a energia deve ser direcionada para a saúde física e mental, garantindo boas lembranças e histórias para contar após o Carnaval.