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Número de pessoas com mais de 60 anos inadimplentes tem alta no Estado de São Paulo

São mais de 53,4 milhões de idosos endividados, o que representa 19% do total de paulistas devedores; economista comenta
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São mais de 53,4 milhões de idosos endividados, o que representa 19% do total de paulistas devedores; economista comenta

São mais de 53,4 milhões de idosos endividados, o que representa 19% do total de paulistas devedores; economista comenta

O número de idosos com mais de 60 anos endividados em São Paulo aumentou significativamente. De acordo com dados recentes, milhões de idosos paulistas estão inadimplentes, representando uma parcela considerável do total de inadimplentes no estado.

A realidade dos idosos endividados

Histórias como a de Marilda Godói Mendes, de 66 anos, que precisou parar de trabalhar para cuidar da irmã doente, ilustram a situação de muitos idosos. Com a renda comprometida e contas acumuladas, a realidade financeira se torna insustentável. Aposentados como Roselí Maria Escarinha Lea também enfrentam dificuldades, muitas vezes resultantes de empréstimos para reformas ou outras necessidades, que acabam gerando um ciclo de dívidas e até crises de pânico. A busca por ajuda psicológica se torna necessária em alguns casos.

Causas e consequências do endividamento

O economista Maurílio Benit, do Conselho Regional de Economia de São Paulo (CORECON-SP), aponta diversas causas para o aumento do endividamento entre idosos. A redução da renda na aposentadoria, o aumento dos custos com saúde e a falta de alternativas financeiras são fatores cruciais. A falta de suporte familiar, cada vez mais comum em famílias modernas, também contribui para a vulnerabilidade financeira dos idosos. Além disso, a alta taxa de juros em empréstimos e a falta de educação financeira agravam a situação. Muitos idosos recorrem a empréstimos para ajudar familiares, o que pode resultar em um endividamento ainda maior.

Alternativas e soluções

Existem alternativas para lidar com o superendividamento, como a busca por orientação jurídica para renegociação de dívidas e a utilização de mecanismos legais para redução de taxas de juros. Apesar disso, a conscientização sobre educação financeira e planejamento financeiro é fundamental para evitar o endividamento, independente da faixa etária. A busca por ajuda profissional e o planejamento consciente são passos importantes para garantir uma melhor qualidade de vida na terceira idade.

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