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Número de pessoas com quadro grave da Covid-19 dobra em Ribeirão Preto em apenas cinco dias

São 41 pacientes em UTIs contra 20 na quinta (25); "nós não temos o controle da Covid', afirma infectologista do HC
Covid-19 grave Ribeirão Preto
São 41 pacientes em UTIs contra 20 na quinta (25); "nós não temos o controle da Covid', afirma infectologista do HC

São 41 pacientes em UTIs contra 20 na quinta (25); “nós não temos o controle da Covid’, afirma infectologista do HC

O número de internações em UTIs por Covid-19 dobrou em Ribeirão Preto nos últimos cinco dias, saltando de 20 para 41 pacientes. A taxa de ocupação de leitos Covid chegou a 41%, segundo dados da plataforma Leitos Covid, que monitora hospitais públicos e privados da cidade.

Alta expressiva de internações

A situação é especialmente preocupante no Hospital das Clínicas, que registrou um aumento de quatro para 15 internações no mesmo período. O hospital, referência regional, recebe pacientes de diversas cidades, tornando o cenário ainda mais crítico. A última onda significativa de Covid-19 na cidade ocorreu há algum tempo, o que torna esse aumento repentino ainda mais alarmante.

Fatores contribuintes para o aumento de casos

De acordo com o médico infectologista Dr. Ulisses Strogoff, do Hospital das Clínicas, a capacidade de transmissão do vírus, a existência de variantes mais transmissíveis e a diminuição do rigor nas medidas de prevenção são fatores que contribuem para o aumento de casos. Apesar da alta taxa de vacinação, o Dr. Strogoff enfatiza a necessidade da conclusão do ciclo vacinal (três doses), o uso contínuo de máscaras em ambientes fechados e a manutenção do distanciamento social para conter a disseminação do vírus. Ele destaca a importância de não subestimar a Covid-19, lembrando que a pandemia ainda não está sob controle.

Perspectivas e recomendações

O aumento de casos também está relacionado ao retorno às aulas presenciais, com crianças circulando mais e sem vacinação completa. O especialista alerta para a possibilidade de novas variantes e para o aumento de atendimentos a pacientes com sequelas da Covid-19, incluindo problemas cardíacos. A dificuldade de acesso a acompanhamento pós-Covid e a falta de suporte para o tratamento de sequelas são apontados como problemas sérios. Dr. Strogoff conclui que o relaxamento nas medidas de segurança, como o abandono do uso de máscaras, é o principal fator para a atual situação. A prevenção, por meio da vacinação completa, uso de máscaras e distanciamento social, continua sendo fundamental para controlar a pandemia.

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