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Número de pessoas detidas por participar de incêndios criminosos chega a 11 no estado de São Paulo

Promotora do Gaema, Cláudia Habibi, comenta sobre recorrência desses casos e analisa motivações para o início de focos de fogo
Número de pessoas detidas por participar
Promotora do Gaema, Cláudia Habibi, comenta sobre recorrência desses casos e analisa motivações para o início de focos de fogo

Promotora do Gaema, Cláudia Habibi, comenta sobre recorrência desses casos e analisa motivações para o início de focos de fogo

Onze pessoas foram detidas na região sob suspeita de envolvimento nas queimadas que têm atingido áreas rurais e urbanas. As prisões foram realizadas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, Número de pessoas detidas por participar de incêndios criminosos chega a 11 no estado de São Paulo, com base em denúncias da população, que também tem colaborado enviando vídeos e outras informações para auxiliar nas investigações.

A promotora do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), Claudia Abibi, explicou que as investigações estão em andamento e envolvem a Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Científica e órgãos ambientais. Segundo ela, a ocorrência de incêndios espontâneos é extremamente rara, e 99% dos focos são provocados, seja de forma intencional ou acidental.

“O fogo espontâneo é raríssimo. 99% dos focos são provocados, seja de forma propositada, seja de forma acidental, mas são provocados. É aquela questão que o vidro com a incidência solar, isso é praticamente lenda urbana. Então nós tivemos uma situação que foi causada, não há dúvidas disso”, afirmou a promotora.

As queimadas tiveram consequências graves para a região, incluindo mortes em acidentes de trânsito nas rodovias afetadas, bloqueios de vias, feridos e até o cancelamento de eventos esportivos, como jogos de futebol. A promotora ressaltou que esses impactos agravam a pena dos responsáveis pelos incêndios.

“A destruição foi imensa. Tivemos cidades na nossa região onde a área rural foi praticamente toda destruída. Os problemas de saúde pública são muito sérios, assim como os danos à fauna, que foram cenas horríveis. A segurança das pessoas foi comprometida com rodovias interditadas. Foi um cenário horroroso agravado pelas condições climáticas, com ventos de até 70 quilômetros por hora, calor severo, baixa umidade e longo período sem chuva”, explicou Claudia Abibi.

Ela destacou que a gravidade da situação tem levado a uma atuação firme das autoridades, que buscam identificar e responsabilizar os culpados. Sobre a possibilidade de que os detidos tenham agido a mando de terceiros, a promotora afirmou que essa é uma linha de investigação conduzida pelas polícias envolvidas.

O Gaema tem promovido reuniões com os municípios da região para fortalecer ações de prevenção, detecção precoce e pronta resposta aos incêndios. Na última semana, foram realizadas reuniões com representantes de 62 municípios para discutir estratégias de combate e prevenção.

“Estamos cientes da previsão de temperaturas muito altas e baixa umidade para a próxima semana. Por isso, continuamos firmes no trabalho conjunto com o Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental e Defesas Civis, focados na prevenção e pronta resposta”, afirmou a promotora.

O trabalho dos agentes de combate às queimadas tem sido destacado como fundamental para conter os incêndios. Claudia Abibi elogiou o empenho do Corpo de Bombeiros, da Polícia Ambiental, das Defesas Civis e de todos os envolvidos na operação.

Recentemente, a Defesa Civil emitiu um alerta sobre novos focos de incêndio, especialmente na cidade de Ribeirão, onde o Corpo de Bombeiros está concentrando esforços para controlar as chamas.

A promotora reforçou o pedido para que a população mantenha condutas ambientalmente responsáveis e continue denunciando, inclusive de forma anônima, qualquer atividade suspeita relacionada ao início de queimadas. As denúncias podem ser encaminhadas à Polícia Civil para que sejam devidamente investigadas.

“Contamos muito com a colaboração de todos até que as condições climáticas melhorem e as chuvas retornem”, concluiu Claudia Abibi.

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