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Número de processos na Justiça do Trabalho de pessoas com burnout cresceu 72% durante a pandemia

Sobre a doença, que é um estresse crônico desencadeado no trabalho, ouça a psicóloga Danielle Zeoti no 'CBN Comportamento'
burnout no trabalho
Sobre a doença, que é um estresse crônico desencadeado no trabalho, ouça a psicóloga Danielle Zeoti no 'CBN Comportamento'

Sobre a doença, que é um estresse crônico desencadeado no trabalho, ouça a psicóloga Danielle Zeoti no ‘CBN Comportamento’

A síndrome de burnout, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como doença ocupacional, tem apresentado crescimento alarmante no Brasil, com aumento de 72% nas ações judiciais durante a pandemia. Este artigo explora a natureza dessa síndrome, seus sintomas e formas de prevenção e tratamento.

O que é Burnout?

Burnout, que significa “queimar-se por dentro”, é um estado crônico de estresse relacionado ao trabalho. Diferente de outros tipos de estresse, o burnout tem o ambiente de trabalho como principal causador do sofrimento, não sendo atribuído a problemas familiares ou outros aspectos da vida pessoal. A psicóloga Dani Zeote destaca a gravidade da síndrome, sua evolução rápida e semelhança inicial com a depressão, o que dificulta a busca por ajuda no início.

Sintomas e Estágios do Burnout

A psicóloga divide os sintomas em três estágios: 1) Estágio inicial: semelhante à depressão leve, com tristeza, desânimo e perda de interesse pelo trabalho; 2) Estágio intermediário: irritabilidade, agressividade, ansiedade, cinismo e doenças psicossomáticas (dores de cabeça, gastrite, alterações na pressão, etc.); 3) Estágio avançado: apatia, isolamento social, negligência pessoal, tentativas de suicídio e automedicação, podendo levar à dependência de drogas e álcool. A rapidez da progressão entre os estágios torna crucial a busca por ajuda profissional o mais cedo possível.

Prevenção e Tratamento

A prevenção do burnout envolve a priorização da qualidade de vida, com prática de exercícios físicos, lazer, investimento em conhecimento e fortalecimento das relações sociais. No ambiente de trabalho, transparência, comunicação e espaços de descompressão são fundamentais. O tratamento inclui psicoterapia, medicamentos (antidepressivos e ansiolíticos, quando necessário) e, em casos avançados, acompanhamento médico para tratar as consequências físicas da síndrome. Identificar os sinais precocemente e buscar ajuda profissional são cruciais para evitar a progressão para estágios mais graves.

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