Foram 700 mil denúncias registradas no ano passado, 30 mil a mais que em 2022; setor de turismo aparece em primeiro lugar
O Procon-SP registrou cerca de 700 mil reclamações no último ano, 30 mil a mais que em 2022, segundo ranking divulgado pela autarquia. O setor de turismo lidera a lista, reflexo das crises que atingiram o segmento desde a pandemia da Covid-19.
Setores com maior número de reclamações
Além do turismo, aparecem na relação a concessionária de energia da capital, bancos, sites de comércio eletrônico e, quase ao final do ranking, as empresas de telefonia móvel. Especialistas apontam que o turismo sofreu com problemas estruturais pós-pandemia e, principalmente, com baixa taxa de resposta às demandas dos consumidores.
Denúncias, sanções e mediação
Rodrigo Martins, coordenador do Procon na região, afirma que as denúncias são fundamentais para que as empresas sejam obrigadas a auxiliar os clientes e solucionar pendências. Quando uma empresa não corrige as irregularidades, ela pode ser incluída em um cadastro negativo de fornecedores, o que impede, por exemplo, sua participação em processos de contratação.
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Segundo Martins, algumas operadoras de telefonia aprimoraram seus procedimentos para resolver reclamações com mais rapidez. Já as empresas de turismo apresentam índices muito baixos de solução dos problemas e precisam melhorar o atendimento ao consumidor. As cinco primeiras colocadas no ranking foram notificadas pelo Procon e procuraram resolver as pendências.
Como o Procon atua e como registrar reclamações
Com os registros, o Procon tenta a solução amigável entre consumidor e empresa; cerca de 80% dos casos são resolvidos dessa forma. Para registrar uma reclamação, o consumidor pode procurar o Procon do seu município ou usar o portal procon.sp.gov.br. Ao abrir a reclamação, o consumidor dialoga diretamente com a empresa enquanto o Procon acompanha e faz a mediação.
Registrar problemas e buscar a mediação do Procon tem se mostrado uma alternativa eficaz para resolução de conflitos de consumo, sobretudo em setores ainda impactados pela pandemia e em empresas com baixa capacidade de resposta.



