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Número de roubos aumenta em relação ao de furtos em Ribeirão Preto

Caminhoneiros são o principal alvo dos criminosos
roubos em Ribeirão Preto
Caminhoneiros são o principal alvo dos criminosos

Caminhoneiros são o principal alvo dos criminosos

A Secretaria de Segurança Pública divulgou dados preocupantes sobre a criminalidade em Ribeirão Preto no mês de julho. O roubo de cargas, em especial, apresentou um aumento alarmante.

Roubo de Cargas: Alta Significativa

O roubo de cargas teve um crescimento de 80% no acumulado dos sete primeiros meses de 2017, em comparação com o mesmo período de 2016, saltando de 15 para 27 casos. Para o tenente-coronel da reserva do Exército, Fernando Paluan, a facilidade em abordar caminhoneiros, que geralmente não reagem, é o principal fator contribuinte para esse aumento. A ausência de medidas de segurança presentes em outros alvos, como bancos, torna os caminhões presas fáceis.

Outros Crimes: Tendências Opostas

Os roubos de veículos também registraram alta, com um crescimento de 20% entre janeiro e julho de 2017 em relação ao mesmo período de 2016. Em contraponto, os furtos de veículos diminuíram 34%. Segundo Paluan, essa diferença se deve à maior dificuldade em furtar veículos devido a sistemas de alarme e outros dispositivos de segurança, levando os criminosos a optarem por roubos, que exigem menos esforço.

O furto a residências também é analisado sob a mesma ótica. A presença de cercas elétricas e câmeras de segurança dificulta os furtos, mas o tenente-coronel alerta para o aumento potencial de roubos com reféns, uma vez que essa modalidade oferece maior facilidade para os criminosos, que agem sob ameaça para obter o que desejam.

Homicídios e Reflexões Finais

Houve uma queda significativa nos homicídios dolosos, com 18 casos até julho de 2017, metade do registrado em 2016. Paluan atribui essa redução à percepção dos criminosos de que podem ser pegos, e também à maior pena para crimes com morte, o que os leva a evitar homicídios durante os roubos. A solução, segundo ele, passa por um debate sério sobre o tema, com a colaboração de todos os envolvidos, melhorias nas condições de trabalho da polícia e conscientização da população. Medidas paliativas, como o controle de armas, são consideradas ineficazes, pois os criminosos encontram outras formas de obter armas. A insegurança enfrentada pela própria polícia também é um fator que precisa ser considerado.

Em julho, houve uma queda de 33,3% nos estupros, com apenas 8 queixas registradas. A complexidade do problema exige uma abordagem integrada e abrangente, envolvendo diferentes setores da sociedade para alcançar resultados efetivos a longo prazo.

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