Ouça o quadro ‘A cidade há 100 anos’, com Rosana Zaidan
Há cem anos, um tema sombrio pairava sobre Ribeirão Preto: o suicídio. O número de casos era tão alarmante que preocupava profundamente a população.
O Desespero nas Ruas da Cidade
Em apenas dois dias, duas mulheres tentaram tirar a própria vida, e um homem conseguiu, atirando-se sob os trilhos de um trem. Um ato desesperado que revelava uma angústia profunda. O fato de duas das vítimas serem prostitutas tornava a situação ainda mais impactante.
Os Casos de Maria Dital e Morenita
Maria Dital, descrita como “decaída”, tentou o suicídio na Rua Amador Bueno, ingerindo permanganato de potássio. Já Morenita, apelido de outra mulher, protagonizou um caso ainda mais dramático, injetando diversas doses de morfina. Ela foi encontrada em estado grave e levada à Santa Casa.
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A Busca pela Responsabilidade
O jornal da época questionava a facilidade com que Morenita conseguiu a morfina, levantando a suspeita de que ela era viciada e necessitava de doses cada vez maiores. O periódico clamava para que as autoridades investigassem quem vendia tais substâncias tóxicas impunemente, infringindo a lei.
Esses eventos trágicos revelam que, mesmo em uma cidade em crescimento, os problemas sociais e o sofrimento humano eram uma realidade constante.



