Número de trabalhadores por aplicativo cresce no Brasil
O trabalho por aplicativos tem experimentado um crescimento notável no Brasil nos últimos dois anos. Uma pesquisa recente, conduzida pelo Ministério Público do Trabalho em parceria com a Unicamp e baseada na Penade Contínua de 2024 do IBGE, confirma essa tendência e aponta para a precarização do trabalho em plataformas digitais.
A Expansão do Trabalho Plataformizado
O estudo revelou que o modelo de trabalho executado em plataformas digitais, como motoristas, entregadores e prestadores de serviços, já representa 1,9% da população ocupada no setor privado. Além disso, houve uma expansão de mais de 50% do trabalho plataformizado em outros setores, o que gera preocupação no Ministério Público do Trabalho.
Os Desafios da Informalidade e da Exploração
A pesquisa do IBGE de 2024 comprovou que esse tipo de trabalho se desenvolve sem a formalização do contrato de trabalho e sem direitos. Os trabalhadores precisam cumprir jornadas excessivas para obter um rendimento mínimo, arcando com todos os custos da atividade, como capacete, moto, aluguel, gasolina e plano de celular. Essa situação leva à falta de descanso, férias e garantia de renda, especialmente em casos de doença ou acidente.
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Como se Proteger e Reverter a Situação
É fundamental que o trabalhador tenha consciência de que não é possível um trabalho sem direitos e que combater a exploração é essencial. A conscientização social sobre a precarização do trabalho em plataformas é crucial para pressionar por políticas públicas e legislação que protejam esses profissionais. No âmbito individual, os trabalhadores podem recorrer ao Judiciário para buscar seus direitos.
A discussão sobre a necessidade de conceder direitos a todos os trabalhadores, independentemente da forma de trabalho, é urgente para garantir a dignidade e a proteção social em um mercado de trabalho em constante transformação.



