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Nuvem de fumaça ainda paira sobre cidades da região de Ribeirão Preto devido aos incêndios

Nesta terça-feira (4), rodovia Anhanguera foi interditada por cerca de uma hora, próximo a São Simão, por causa da fumaça
Nuvem de fumaça ainda paira
Nesta terça-feira (4), rodovia Anhanguera foi interditada por cerca de uma hora, próximo a São Simão, por causa da fumaça

Nesta terça-feira (4), rodovia Anhanguera foi interditada por cerca de uma hora, próximo a São Simão, por causa da fumaça

Na região de São Simão e Ribeirão Preto, Nuvem de fumaça ainda paira sobre cidades da região de Ribeirão Preto devido aos incêndios, o combate aos incêndios florestais tem sido intenso nas últimas semanas, com focos que começaram a se alastrar há cerca de duas semanas e continuam preocupando autoridades e moradores. Embora a fumaça no ar tenha diminuído em relação ao dia anterior, ainda há registros de fumaça densa que afetam a visibilidade e a qualidade do ar.

Em São Simão, a Rodovia em Anguera chegou a ser interditada por aproximadamente uma hora devido à baixa visibilidade causada pela fumaça proveniente de um incêndio em uma área de mata. A interdição foi necessária para garantir a segurança dos motoristas. O fogo teve início em uma propriedade com plantação de cana-de-açúcar e se propagou para uma área de cerrado, dificultando o combate devido ao difícil acesso. O incêndio acabou atingindo novamente os canaviais e, impulsionado pelo calor das chamas, ultrapassou a rodovia, continuando a se espalhar.

Para conter o fogo, um avião especializado em combate a incêndios foi utilizado. Carlos Ferreira, coordenador da Defesa Civil de São Simão, informou que a equipe vem monitorando a área desde o início do incêndio, que começou no último sábado. Apesar dos esforços, a situação permanece crítica, e a Defesa Civil alerta para os riscos à saúde da população devido à fumaça e à poluição geradas pelo fogo.

Impactos na região de Ribeirão Preto

Em Ribeirão Preto, o Parque dos Flamboiãs, localizado na zona leste da cidade, também foi atingido por um incêndio que consumiu uma área verde preservada. A fumaça densa encobriu o céu da cidade, espalhando poluição para grande parte da região. No bairro Laguinha, grandes árvores foram destruídas pelas chamas, agravando o impacto ambiental local.

O vento e a baixa umidade do ar contribuíram para a propagação rápida do fogo, dificultando o controle das chamas e aumentando a preocupação dos moradores. Ontem, a umidade relativa do ar em Ribeirão Preto chegou a 13%, índice considerado crítico para a propagação de incêndios florestais.

Resposta das autoridades e dados sobre queimadas: Devido à gravidade da situação, o combate aos incêndios contou com o apoio de militares, que atuaram para controlar os focos ativos. No entanto, os incêndios têm retornado com frequência, aumentando o número de áreas afetadas e a preocupação das autoridades locais.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Brasil registrou mais de 68.600 queimadas no mês de atrássto, o pior resultado para o mês desde 2010. A baixa umidade do ar, associada às condições climáticas atuais, tem agravado o cenário, dificultando o controle dos incêndios não apenas em Ribeirão Preto, mas também em outras cidades da região.

Condições ambientais e recomendações: O avanço dos incêndios em áreas de preservação ambiental e plantações tem causado danos significativos ao meio ambiente e à saúde da população. A fumaça densa e a poluição atmosférica geradas pelos focos de incêndio aumentam os riscos respiratórios, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

As autoridades recomendam que a população evite atividades ao ar livre durante os períodos de maior concentração de fumaça e mantenha cuidados redobrados com a saúde respiratória. A Defesa Civil e os órgãos ambientais continuam monitorando as áreas afetadas e reforçando as ações de combate para minimizar os impactos dos incêndios.

Entenda melhor

Os incêndios florestais são influenciados por fatores climáticos como baixa umidade, altas temperaturas e ventos fortes, que facilitam a propagação das chamas. A região de Ribeirão Preto e São Simão enfrenta um período crítico devido à combinação desses fatores, que têm dificultado o controle dos focos de incêndio. O uso de aeronaves e o apoio militar são estratégias adotadas para conter os incêndios, mas a prevenção e o monitoramento contínuo são essenciais para evitar novos focos.

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