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Nuvem de gafanhotos que migra pela Argentina vira motivo de preocupação no Brasil

Insetos, que viajam e deixam rastro de destruição em plantações, estão a 600 km de São Borja (RS); ouça o 'CBN Agronegócio'
Nuvem de gafanhotos que migra pela
Insetos, que viajam e deixam rastro de destruição em plantações, estão a 600 km de São Borja (RS); ouça o 'CBN Agronegócio'

Insetos, que viajam e deixam rastro de destruição em plantações, estão a 600 km de São Borja (RS); ouça o ‘CBN Agronegócio’

CBN Agronegócio trouxe hoje a análise de José Carlos de Lima Júnior sobre o risco de novas nuvens de gafanhotos na região. Em entrevista à apresentadora Fernanda, José Carlos detalhou a situação atual e os potenciais impactos para o Sul do Brasil caso as nuvens migrem a partir da Argentina.

Alerta e localização das nuvens

Segundo o especialista, a concentração de gafanhotos foi detectada na Argentina, a aproximadamente 600 quilômetros de São Borja (RS), no extremo sudoeste do estado. Com uma capacidade de dispersão estimada em até 150 km por dia, essas nuvens poderiam chegar à fronteira em cerca de quatro dias, tempo que reduz drasticamente a margem de resposta das autoridades e produtores.

Riscos às lavouras e histórico de prejuízos

José Carlos lembrou episódios anteriores, como o pico de 2020 e 2021, quando a presença da praga suscitou preocupação entre os produtores. Ele também citou registros históricos, nas décadas de 1930 e 1940, quando a falta de recursos e o controle limitado ocasionaram perdas significativas, sobretudo nas lavouras de arroz. A principal preocupação é o impacto rápido e expressivo: uma nuvem que atinge uma lavoura pode causar danos em poucas horas.

Medidas preventivas e fatores ambientais

A Argentina já acionou um estado de alerta e intensificou a vigilância fitossanitária para detectar e controlar os insetos. José Carlos enfatizou que o combate precisa ser preventivo, porque, ao chegar em grande volume, a praga deixa pouco tempo para ações reativas, e pulverizações pontuais são ineficazes contra uma nuvem em movimento. Ele também avaliou as causas do crescimento populacional dos gafanhotos: embora o clima possa influenciar, a redução de predadores naturais é um fator determinante para a multiplicação desordenada.

No estúdio, os apresentadores reforçaram a necessidade de monitoramento constante no noroeste do Rio Grande do Sul e lembraram que decretos de alerta e reportagens têm chamado atenção para a possibilidade de expansão das nuvens em um ambiente mais quente e sujeito a tempestades. José Carlos, que conversou com a equipe enquanto se deslocava para Brasília, ressaltou a importância de manter a mobilização das equipes técnicas e dos produtores.

O cenário exige vigilância e ações coordenadas entre países vizinhos e órgãos de sanidade agrícola para tentar evitar perdas significativas nas culturas da região.

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