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O Advogado que quis reinventar o automóvel

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Advogado reinventar automóvel
O Advogado que quis reinventar o automóvel

O Advogado que quis reinventar o automóvel

A história de George Seldin é uma daquelas curiosidades que poucos conhecem na indústria automotiva. Um advogado americano, Seldin passou a vida acreditando ser o verdadeiro inventor do automóvel, chegando a ganhar dinheiro com isso e morrendo convicto dessa ideia.

A Patente da Ideia

George Seldin, um advogado de patentes do século XIX nos Estados Unidos, patenteou em 1879 a ideia de um automóvel. Ele descreveu o automóvel como um veículo que utilizava combustão interna para se mover, acoplado a um chassi com rodas. Seldin patenteou essa ideia em uma época em que o automóvel ainda não existia em escala comercial. Embora já existissem locomotivas a vapor, Seldin patenteou a ideia de um veículo de combustão interna.

A Batalha com Henry Ford

Quando os alemães criaram o primeiro veículo a combustão e os americanos começaram a produzir seus protótipos, a patente de Seldin foi concedida em 1894. Ele começou a cobrar royalties das empresas automotivas, o que gerou protestos. Por mais de 15 anos, ele lucrou com as fábricas, principalmente as americanas. No entanto, Henry Ford se recusou a pagar, argumentando que Seldin nunca havia construído um automóvel e não tinha o direito de patentear a ideia. A batalha judicial resultou na quebra da patente de Seldin em 1911, estabelecendo que o automóvel era um bem comum, livre para ser fabricado por qualquer um.

O Legado de Seldin

Apesar da derrota judicial, Seldin continuou a receber royalties de empresas que fabricavam motores de dois tempos, pois a decisão judicial quebrou apenas a patente de motores de quatro cilindros. Ele chegou a ter uma fábrica de automóveis, mas produziu poucos veículos. Mesmo após perder a batalha com Ford, Seldin morreu em 1921 ou 1922 acreditando ser o inventor do automóvel. Sua história serve como um lembrete da importância de patentear boas ideias e documentá-las.

A história de Seldin demonstra como uma ideia, mesmo que não totalmente concretizada, pode ter um impacto significativo e gerar discussões sobre propriedade intelectual e inovação.

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