Quem analisa os pagamentos milionários é o cientista Bruno Silva na coluna ‘De Olho na Política’
Aumento exponencial nos repasses para o transporte público em Ribeirão Preto gera questionamentos.
Repasses crescem 21 vezes em quatro anos
Entre 2020 e 2023, os repasses da prefeitura de Ribeirão Preto para o consórcio PróUrbano, responsável pelo transporte público municipal, tiveram um aumento significativo. De R$ 4,2 milhões em 2020, o valor saltou para R$ 86,1 milhões em 2023, um crescimento de 21 vezes. Essa disparada acende um alerta sobre a utilização dos recursos públicos e a efetividade das melhorias no sistema de transporte coletivo.
Justificativas e questionamentos
A prefeitura justifica o aumento com base em melhorias na infraestrutura, troca de veículos e modernização do sistema. No entanto, para muitos, o impacto dessas melhorias não se reflete na realidade. A população questiona se o valor investido é realmente necessário e se há alternativas para otimizar os gastos e alcançar resultados mais eficazes. Afinal, o aumento impacta diretamente o bolso de todos os cidadãos, mesmo aqueles que não utilizam o transporte público, pois o custo é repassado indiretamente por meio de impostos.
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A busca por um transporte público mais atrativo
O secretário Alessandro Irata explica que a reforma do contrato de transporte e o subsídio à tarifa foram necessários para compensar a defasagem do sistema e o prejuízo das empresas concessionárias. Entretanto, a falta de atratividade do transporte coletivo persiste, com muitas pessoas optando por meios de transporte individuais. Especialistas apontam a necessidade de uma política pública nacional que estimule o uso do transporte coletivo, com melhorias na infraestrutura, malha viária e horários, tornando-o uma opção mais eficiente e competitiva. Apesar da melhora em alguns aspectos, como a construção de corredores e a troca de ônibus, a população ainda busca um transporte público mais eficiente e acessível.
O aumento expressivo nos repasses para o transporte público em Ribeirão Preto levanta importantes questionamentos sobre a gestão dos recursos públicos e a necessidade de uma revisão na política de mobilidade urbana, buscando soluções que tornem o transporte coletivo mais atrativo e eficiente para a população.