Ouça a coluna ‘CBN Cinema’, com Marcos e André de Castro
O clássico da literatura infantil, “O Bom Gigante Amigo”, ganha vida nas telas do cinema sob a direção de Steven Spielberg. A adaptação cinematográfica transporta para o público a história imaginativa de um gigante que apresenta a uma menina os encantos e perigos da terra dos gigantes.
O Desafio de Adaptar um Clássico
Apesar do inegável talento de Spielberg, o filme levanta questões sobre a sua capacidade de se reinventar. Após o sucesso de “Ponte de Espiões”, um filme de espionagem aclamado, Spielberg se aventura no universo infantil. No entanto, o crítico Marcos de Castro aponta que o diretor tem se dedicado a filmes que refletem excessivamente a cultura americana, o que pode prejudicar sua visão como contador de histórias universais.
Nostalgia dos Anos 80: Funciona para o Público Atual?
Uma das principais preocupações é se “O Bom Gigante Amigo” ressoa com as crianças de hoje. O filme parece evocar a estética e a sensibilidade dos filmes infantis dos anos 80, uma época em que Ronald Reagan governava os Estados Unidos. Nos Estados Unidos, o filme não teve o sucesso esperado, representando um revés financeiro para a Disney.
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Talento Visual, Ritmo Lento
Embora o talento de Spielberg seja evidente na cinematografia, com travellings e composições visuais impecáveis, o filme pode pecar pelo ritmo. Algumas cenas são excessivamente longas, tornando a experiência um tanto enfadonha. A participação da Rainha da Inglaterra injeta um pouco de energia na narrativa, mas não o suficiente para sustentar um filme de longa duração. A história, que talvez funcionasse melhor como um curta-metragem, deixa uma interrogação sobre o seu impacto no público infantil contemporâneo.
Resta ao público conferir se a magia da história e o talento de Spielberg serão suficientes para encantar as novas gerações.



