Equipe do ‘Terra da Gente’ traz os detalhes sobre a coruja listrada, uma das queridinhas dos observadores
Neste episódio do podcast Sons da Terra, em parceria com a CBN, exploramos o mundo fascinante da coruja listrada, uma ave noturna da Mata Atlântica com um canto peculiar.
O Som Enigmático da Coruja Listrada
A coruja listrada (Strix hylophila) possui vocalizações diversas, incluindo um grito potente e um canto repetitivo descrito como “poupom, poupom, poupom”. Embora seja mais ativa à noite, também pode ser observada durante o dia. Sua vocalização complexa, ainda pouco estudada no Brasil, provavelmente serve para diversas funções, como demarcação de território e comunicação entre parceiros.
Características e Hábitat da Espécie
De porte médio, menor que uma coruja-buraqueira e maior que uma corujinha-do-mato, a coruja listrada apresenta uma coloração listrada característica. Apesar de semelhanças com a coruja-do-mato, observação mais detalhada permite diferenciá-las. Esta espécie é endêmica da Mata Atlântica, preferindo áreas de montanha, mas podendo ser encontrada em altitudes menores. Sua presença indica a boa saúde do ecossistema, já que depende de florestas maduras com árvores antigas para nidificar em seus ocos.
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Alimentação, Reprodução e Observação
A dieta da coruja listrada consiste principalmente de roedores, mas também inclui marsupiais, morcegos, insetos e até mesmo pequenos pássaros. As fêmeas costumam botar de dois a três ovos, e ambos os pais participam dos cuidados com os filhotes. Para observar a coruja listrada, é preciso buscar ambientes específicos de Mata Atlântica, como Campos do Jordão (SP), áreas altas de Teresópolis (RJ) e regiões montanhosas de Minas Gerais e Santa Catarina. Embora não seja tão fácil de avistar, sua presença vocal é mais comum, especialmente em anos com maior disponibilidade de roedores, sua principal fonte de alimento.
Apesar da escassez de estudos sobre a coruja listrada no Brasil, observações recentes sugerem que sua população pode estar relacionada à disponibilidade de presas. Mais pesquisas são necessárias para entender melhor a ecologia e a conservação desta fascinante ave da Mata Atlântica.