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O desastre aéreo em Vinhedo e a dor do luto de amigos e familiares das vítimas

Lidar com esse sentimento pode ser difícil, mas passar por essa fase é possível; Danielle Zeoti comenta
desastre aéreo Vinhedo
Lidar com esse sentimento pode ser difícil, mas passar por essa fase é possível; Danielle Zeoti comenta

Lidar com esse sentimento pode ser difícil, mas passar por essa fase é possível; Danielle Zeoti comenta

Um trágico acidente aéreo ocorrido na semana passada chocou o país e o mundo, resultando em 62 mortes, incluindo quatro tripulantes. A magnitude da tragédia e a perda inesperada de tantas vidas geram um impacto profundo na sociedade.

As Fases do Luto

A psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, em seu livro “Sobre a Morte e o Morrer”, descreve as fases do luto como um processo que, embora didaticamente dividido em etapas, se sobrepõe e varia de pessoa para pessoa. Essas fases incluem a negação da realidade, a raiva pela perda, a barganha (tentativas de negociação com forças superiores), a depressão e, finalmente, o enfrentamento da situação.

Negação, Raiva e Aceitação

A negação inicial, um mecanismo de defesa natural, é seguida pela raiva, frequentemente direcionada para aqueles mais próximos. A barganha, como promessas em troca de uma mudança na realidade, é uma fase transitória. A depressão, caracterizada por tristeza profunda, é fundamental no processo de elaboração da perda. Por fim, o enfrentamento permite que a pessoa processe a dor e siga em frente. É importante ressaltar que a depressão nessa fase não significa necessariamente um transtorno depressivo maior.

Buscando Ajuda e Apoio

O tempo necessário para atravessar cada fase é individual. Em nossa sociedade acelerada, a pressão por uma recuperação rápida pode ser prejudicial. Entretanto, quando o luto se torna incapacitante, com sintomas como isolamento social, alterações no sono e alimentação, ou abuso de substâncias, é fundamental buscar ajuda profissional de psicólogos ou psiquiatras. A dor da perda é inevitável, mas o suporte adequado pode auxiliar no processo de cura e recuperação.

A morte é uma parte inevitável da vida. Conversar abertamente sobre a morte e o luto, sem tabu, é crucial para preparar a sociedade para lidar com a perda e oferecer apoio aos enlutados. Respeitar o tempo e o processo individual de cada pessoa é fundamental nesse momento de profunda dor.

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